LÁ SE FOI A SUSANA!

Vejam a que um pobre senhor sexagenário, mas já nem tão sexy assim, é levado a fazer! Estamos, aqui em casa, fazendo a rearrumação dos trecos, em função de uma obra de engenharia civil e reordenamento decorativo determinados pela dona da casa, restando a este escriba apenas concordar e seguir em frente.

Retirado tudo dos seus lugares, desmontados os armários de dois quartos e a metade de um terceiro, obviamente que não há mais lugar na casa para aquilo que estava contido nesses móveis. Vamos, então, proceder a uma seleção do que fica e do que vai embora; do que serve e do que não serve; do que presta e do que não presta; do que é útil e do que já perdeu a utilidade, com o passar do tempo e da poeira.

Nesta faina, que toma mais tempo do que levou a desinstalação das coisas, caiu em minhas mãos uma Revista de Domingo de 1995, do extinto Jornal do Brasil, em que, luminosa, ilustrava a capa, como a Musa do Verão daquele ano, a ainda ninfeta Susana Werner, no incêndio de seus dezessete anos. A idade, essa maldita conselheira, me fez ver que não deveria mais guardar a Susana por mais tempo, não tendo ela mesma se resguardado naquela juventude esfuziante que mostrava em várias páginas centrais da publicação. O que se há de fazer? Ó vão consolo!

Após retirar a poeira, olhei bastante cada foto, li suas legendas, folheei a revista algumas vezes e, condoidamente, levei-a para a lixeira. Ainda voltei lá uma vez, para ver se tinha total e absoluta certeza do meu gesto: abandonar à própria sorte a primaveril Musa do Verão de 1995. Mas já estou no outono e não fica bem esse descompasso de estações. Guardei na memória a bela imagem daquela garota carioca que, num instante da sua vida, assumiu um papel que a mídia inventou para ela. Hoje, casada com aquele nojento do Júlio Chester, frangueiro da Seleção, e mães de filhos, Susana, embora ainda cheia de charme, pede para ser liberada dos grilhões da juventude frenética e poder viver a vida como qualquer outra pessoa que pretenda envelhecer.

A juventude é uma prisão terrível de que é difícil escapar.

Não serei eu a retê-la na Revista de Domingo, Susana!

E lá se foi Susana na pilha de papéis que perderam a utilidade com a mudança do tempo.

 

Susana Werner (imagem em celebmobilewall.com).

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PS: Infelizmente não fotografei a Revista de Domingo e tive de lançar mão desta imagem da Susana já velha e feia. Hahaha!

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