POR ACASO

 

Por acaso
No ocaso
Quando o sol se puser
Estando o sol posto
E o meu querer
Não mais quiser
É porque já estarei morto
E aí talvez eu viva
Se de fato morto estiver
Nos muitos versos que fiz
Já que viver após morrer
É um mistério incontrolável
Intangível
Tão inverso ao viver
Até difícil dizer
E não um querer qualquer

 

Ocaso em Iraipu, Niterói (19/8/2015; 17h34; foto do autor).

Ocaso em Iraipu, Niterói (19/8/2015; 17h34; foto do autor).

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Publicado originalmente em Asfalto&Mato.

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