NIBIRU É O BICHO!

(Para minha irmã Cristina.)

O planeta Terra, de tão inglória história geológica e humana, será destruído mais uma vez – e agora por duas vezes – no corrente ano da graça e do humor de 2017.

No próximo dia 16, quinta-feira próxima, conforme profetizou um cientista russo – ou seria ucraniano? –, segundo noticiado por um sério pasquim britânico, será a nossa derradeira data de existência como corpo celeste íntegro. Passaremos, após a colisão prevista de um asteroide mixuruca, que atende pelo nome de 2016WF9, à condição de poeira cósmica. Ou não!

Estou muito preocupado com isso. Tenho algumas contas a vencerem em datas posteriores e serei obrigado a dar calote em meus credores. Não poderei fazer nada, já que serei o pó do pó do pó do pó do pó do traque do universo. Como não haverá mais SERASA, meu nome não irá para a lista dos inadimplentes. E isto já me faz ser desintegrado sem maiores preocupações.

E minha irmã Cristina, amiga do Toninho do Tupi, e versada em certas magias ocultistas, também me informou que, no final deste ano, outro cometa, este de proporções gigantescas, dará uma carambolada no nosso planetinha – se é que ele ainda esteja em sua rota solar -, não deixando átomo sobre átomo, íon sobre íon. É o tal do Niburu, de nome esquisito e de muitos maus bofes astronômicos.

Segundo consta, este corpo celeste, que assusta a raça humana desde os sumérios, assírios e acadianos, seria do tamanho da Terra e já teria causado estragos por onde passou. Ele vem lá do cu do universo, queimado gás, atropelando astros e, por sua índole nefasta, vai colidir com este simpático planeta azul que habitamos, ainda este ano, ou o mais tardar no princípio do século XXI. Quer dizer, exatamente agora. Tais informações foram prestadas por dona Nancy Lieder, uma sensitiva ianque, que imagino seja eleitora do Trump, a qual, sem nada a fazer, fica mantendo contato intergaláctico com os nibiruenses. E não adianta nada anotar a placa do bicho, porque ele vem queimando a reta, chamuscando o caminho, devastando as vias lácteas e os cinturões de asteroides. É coisa inapelável e jamais vista por aqui!

Deste modo, se o tal 2016WF9 passar pelo pedágio estelar sem causar danos, o Nibiru fará seu serviço sujo. Ou seremos destruídos duas vezes no mesmo exercício fiscal, tirante, é claro, o projeto do governo de arrochar ainda mais o cidadão brasileiro.

Só por isso, já fico morrendo de rir, antecipadamente, porque essa reforma da previdência proposta pelo governo federal vai dar em nada: estaremos todos pulverizados antes de completar o prazo para a aposentadoria.

Assim, consideradas essas duas destruições a que estaremos sujeitos num prazo de menos de doze meses, esta é a última crônica que posto aqui no blog.

Se, acaso, quem sabe, quiçá, aparecer outro texto posterior a este nesta página, considere que fica valendo a destruição do Nibiru para o fim do ano.

Adeus, amigo leitor! Tenha um feliz cataclismo celeste!

2016wf9

O tal 2016WF9 em seu passeio celeste (em uol.com.br)

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