A CARTA

Depois da carta do José Mayer explicando o inexplicável, surgiu uma outra, de grave figura da política nacional metida com a Justiça. Transcrevo-a abaixo, a fim de que meus leitores se apiedem dele.

Carta aberta aos meus colegas de trapaças e a todos, mas principalmente aos que estão me investigando:

Eu errei. Errei no que fiz, no que falei, e no que pensava. Roubei pouco e escondi pior ainda. A atitude correta é pedir penico. Mas isso só não basta. É preciso um reconhecimento público que faço agora

Mesmo não tendo tido a intenção de roubar, desviar ou cobiçar declaradamente, admito que minhas roubalheiras de cunho mesquinho ultrapassaram os limites do respeito com que devo tratar meus colegas de rapinagem. Não sou responsável pelo que faço. Sou um doente geracional!

Tenho amigos, tenho mulher e filha em vida de luxo, e asseguro que de forma alguma tenho a intenção de tratar qualquer mulher como trato a minha. Não me sinto inferior a ninguém, não sou.

Tristemente, sou sim fruto de uma geração que aprendeu a rapinar, roubar, se locupletar, desavergonhadamente, em atitudes lesivas, invasivas e abusivas ao dinheiro público, disfarçadas em contas secretas em paraísos fiscais. Não podem ser descobertas. Não serão.

Aprendi nos últimos dias o que levei 60 anos sem aprender. A Lava-Jato mudou o Brasil. Ou tenta. E isso não é nada bom. Eu preciso e quero me livrar dela.

Este é o meu exercício. Este é o meu compromisso. Isso é o que eu aprendi.

A única coisa que posso pedir ao povo brasileiro, aos meus comparsas e a toda a sociedade judiciária é o entendimento deste meu movimento de mudança do xilindró para a prisão domiciliar.

Espero que este meu reconhecimento público sirva para alertar a tantas pessoas da mesma quadrilha que eu, aos que se locupletaram da mesma forma que eu, aos que agiam da mesma forma que eu, que os leve a refletir e os incentive a fugir enquanto é tempo.

Eu estou vivendo a dolorosa necessidade desta mudança. Dolorosa, mas necessária. Quero ir para prisão domiciliar, com tornozeleira e tudo.

O que posso assegurar é que o corrupto de agora, o canalha, o calhorda, o sacripanta que assina essas linhas, é tão ruim quanto outrora, mas tem também seus momentos de fraqueza, e não sei se será muito melhor.

E.C.R.C.Etc.etal”

 

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