MÍNIMOS PRAZERES

Coma um doce
Dê um trago
Beba uma xícara de café amargo
Veja um filme antigo em preto e branco
Abrace um amigo
Torça por seu time enquanto vence
Curta um lance
Veja o pôr do sol fechando o dia
Passeie seu sorriso pelo parque
Escute uma canção vadia
Tente assobiar enquanto caminha
Sorva um gole generoso de conhaque
Leia um livro sobre o nada
Mergulhe o corpo numa piscina cálida
Descubra o fio da meada
Com sua ponta enrodilhada no novelo
Tenha zelo pelo que lhe pareça inútil
Chute o desencanto para escanteio
Não viva o alheio julgamento deste mundo
Não se iluda muito
A felicidade pode estar nos mínimos prazeres

 

Foto do autor.

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Esta entrada foi postada em Poesia.

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