HISTORINHAS RÁPIDAS XII

HISTORINHAS COM DENDÊ

23. CARTÃO DE VISTA

Chegamos ao aeroporto de Salvador no domingo, por volta das 11h30. Pegamos um táxi até o hotel, onde deixaríamos as malas, para depois nos encaminhar ao hospital público do estado.

Durante a viagem, comentamos o motivo da nossa vinda à cidade com a simpática motorista do táxi, a quem perguntamos se o hospital é longe do hotel. Ela disse que não muito distante.

Chegamos ao hotel, e ela gentilmente se prontificou a aguardar que fizéssemos o check-in, a fim de nos levar até o hospital. Agradeci. Jane e eu nos dirigimos à recepção, onde fomos informados de que o apartamento ainda não estava liberado.

Voltei ao táxi e disse à motorista que iria demorar, que ela estaria livre.

Ela então, baianamente, falou:

– Trinta ou quarenta minutos? Tem problema não. Tou com pressa não.

Fomos com ela até o hospital.

Ah! E não demoramos nem dez minutos.

 

24. VOLTANDO DE SALVADOR

Fizemos o check-in de embarque no portão 16 do aeroporto de Salvador, fila preferencial, e aguardamos por um instante para nos dirigir ao avião.

Assim que a fila começou a andar, a mulher que estava atrás de mim começou a orar em voz alta, pedindo a proteção do sangue de Jesus para o bom encaminhamento da viagem, e repetia tanto a invocação ao sangue de Jesus, durante o trajeto e até entrar na aeronave, que, confesso, bateu um certo desconforto (medo?) de que aquele pássaro de metal não fosse se dar bem no ar.

A proteção dos céus pode até fazer bem, mas pedida assim com tanta insistência e certo desespero, provoca a quase certeza de que a coisa não sairá bem.

Mas chegamos sãos e salvos.

 

25. É BALALAU NA DIREÇÃO

A excursão estava saindo de Salvador, de volta a Campos dos Goytacazes, de onde partira. Na condução do veículo, dois motoristas que se revezavam. Um deles é o José Manuel, meu primo, que tem um apelido de infância só conhecido, até agora, dos familiares: Balalau.

Entre todos os passageiros adultos, estava o pequeno Gustavo, quatro anos, acompanhado de pais e avós. Falante, comunicativo e simpático, fez camaradagem com todos, inclusive com meu primo, cujo apelido ficou conhecendo.

Já sua avó, além de outras atividades, é também pastora evangélica e começou a orar, assim quer o ônibus se pôs em movimento:

– Amigos, vamos orar para que a viagem seja tranquila. Invoco o nome do Senhor Jesus para nos proteger. Colocamos em vossas mãos nossa vida. Aleluia! Senhor Jesus, guie nosso ônibus em segurança até nossa cidade.

Imediatamente Gustavo interveio na oração da avó:

– Vó, quem vai dirigir o ônibus é o Balalau!

 

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Imagem em br.freepik.com.

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