TEMPESTADE

Há nuvens no céu
Borrando o azul
Tingindo de cinza a vasta imensidão
De um paraíso tranquilo

Há prenúncios de chuva
Anunciada pelo serviço de meteorologia
Enquanto se aguarda o desfecho dos dias

Há esperanças fortuitas
Desejos insanos
Carências aflitas
E tantos desenganos
Que a vida parece tão-somente
Um arremedo de viver

E as nuvens do céu vagueiam solertes
Sob os influxos do vento sudoeste
No horizonte que já se afigura sombrio

A tempestade antevista está a caminho.

Tempestade em Icaraí (foto do autor).

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