MIRACEMA DE SABORES

Jane e eu voltamos a Miracema neste último feriadão. Depois de alguns meses, estava contando em voltar ao bar do Marquinhos para me deliciar com a arte da cozinha trivial da esposa dele, dona Eliane. Inclusive preparei meu espírito, que sempre orienta o paladar, para o jiló recheado e a joelho de porco. Era sexta-feira, o dia em que tais iguarias entram no exíguo cardápio do pequeno botequim. O restante do paladar, esquentado por pinga e pimenta, fica por conta da conversa fiada tradicional que esse tipo de ambiente propicia. Fiquei só na saudade. Ao encontrar uma amiga, companheira certa dessas libações, ela me disse que o casal proprietário estava de férias, portanto o estabelecimento estava fechado. Pensei até em enfiar sob a porta de aço um recado malcriado, manifestando minha frustração. Melhor, não!

Pois não é que outra amiga a quem falei do fato me disse que havia um outro bar muito bom, com serviço atencioso e comida de primeira qualidade.

Aqui devo fazer um parágrafo. Quando digo comida de primeira qualidade estou a dizer da comida tradicional do interior, sem sofisticação, sem modismos, mas feita com carinho e competência, o que eleva seu sabor ao máximo.

À noite do dia seguinte fomos ao tal bar, LC Hamburgueria e Cia., numa rua perpendicular à Rua da Laje. O lugar é pequeno, limpo, com as paredes decoradas por fotos bem feitas de alguns pratos preparados pelas mãos habilidosas da proprietária, Lúcia.

Éramos quatro: as duas amigas miracemenses Aparecida e Branca, Jane e eu. Enquanto examinávamos o cardápio, pedimos a cerveja, que veio no ponto exato do gelo, sem exageros. Depois de alguma hesitação entre a variedade de ofertas, optamos por meia porção de língua recheada. E ficamos bebendo e conversando, contando causos e rindo de histórias mirabolantes que uma e outra referiam. Até que veio o petisco. Estou para dizer aos amigos leitores que jamais, em tempo algum, comi uma língua com tal paladar. Nem mesmo a que Haroldinho oferecia em seu bar, lá pelos anos 90 em Bom Jesus do Itabapoana, uma maravilha ao paladar, se igualava a esta que comemos no bar da Lúcia. Mergulhadas num molho à base de tomate, com finas fatias de cebola roxa crua e temperos verdes, os nacos de língua estavam tenros, no ponto certo, na consistência exata e com um paladar excepcional. Era só colocá-los na torrada que acompanha o prato, acrescentar uma ou duas gotas de pimenta malagueta e sentir a boca ser invadida por um sabor inesquecível.

Aparecida, amiga da Lúcia, ainda pediu que ela viesse até nós, para que pudéssemos agradecer aquela experiência marcante.

Miracema tem dessas coisas: a simplicidade elevada ao seu mais alto grau de prazer.

 

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Obelix e Asterix, criação de Goscinny e Uderzo (em mojtv.net).

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CERTOS PREGÕES

Meu netinho é encantado com o pregão da caminhonete que passa pelas ruas do bairro à cata de velharias:

– Panela velha, máquina de lavar velha, geladeira velha!

A emissão que se espalha no ar vem metalizada pela baixa qualidade do sistema de som do carro. Talvez seja isso o mais interessante para ele. A voz do locutor sai espremida, rascante, metálica:

– Ventilador velho, liquidificador velho, geladeira velha!

Certo dia, rindo, ele emendou:

– Vovô velho!

Mas ficou chateado quando eu disse “Francisco velho!”.

Os pregões são formas orais tradicionais usadas por ambulantes para anunciar a mercadoria à venda. Vem desde que o homem saiu com os produtos de sua colheita ao encontro de possíveis compradores, pelas ruas das vilas e das cidades. Era preciso anunciar.

No caso específico da caminhonete do ferro-velho, o que se anuncia é o que se compra, diferentemente dos pregões tradicionais.

Normalmente os pregões se resumem a enunciar o nome da mercadoria ou do seu vendedor:

– Olha a banana! Olha o bananeiro!

– Olha o peixeiro!

– Olha a laranja! Olha o laranjeiro!

Um ou outro tinham formas mais elaboradas, como versinhos rústicos, como do vendedor de pirulitos:

– Olha o pirulito americano: bota na boca e sai “chupano”!

Uns usavam o humor para chamar a atenção:

– Moça bonita não paga. Mas também não leva!

Escuto pregões desde que me entendo por gente. Lá na minha Carabuçu natal eles existiam. Eu mesmo já os produzi, em moleque. Saía à venda das laranjas da minha avó. Confesso, no entanto, que tinha certa vergonha de sair gritando pelas ruas miúdas da vila.

Quando cheguei a Niterói, em 1967, deparei com o centro da cidade coalhada de camelôs, uns mais histriônicos que outros, mas todos com seus pregões reconhecidos, à cata de clientes.

Havia um que sempre se postava na esquina da Avenida Amaral Peixoto com a Rua Visconde do Uruguai e anunciava, com sua voz espremida e ligeiramente gutural, um pregão bem diferente, só decodificado ao se ver o ele que vendia:

– Quem tem criança na escola! Quem tem criança na escola!

O /s/ de escola saía bastante chiado, como é comum ao carioca. Assim era a forma de tentar vender seus cadernos.

Outro, que vendia traquitanas para a cozinha, nas imediações, dizia uma frase também bem estranha, enquanto manipulava o objeto:

– Não resta prática, nem tampouco habilidade!

E eu ficava intrigado com aquele verbo restar na frase. Até que meu amigo Valter Bretas esclareceu que o camelô deveria querer dizer “não requer prática”. Era realmente isso: o treco era de fácil manejo.

Tempos depois tive minha atenção despertada pelos camelôs de La Paz, na Bolívia. Observei que seus pregões tinham uma estrutura fixa, na maior parte das vezes: o nome da mercadoria era enunciado duas vez na forma normal e uma terceira vez, na forma diminutiva.

– Pañuelos! Pañuelos! Pañuelitos!

– Chompas! Chompas! Chompitas!

– Ponchos! Ponchos! Ponchitos!

Ainda que o terceiro termo não estivesse no diminutivo, a forma tríplice era uma constante:

– Chicha blanca! Chica blanca! Chicha blanca!

Outro camelô, este já no Rio de Janeiro, no calçadão da Rua São José, lá pelos anos 70/80, era uma figura e tanto. Estava sempre de paletó e gravata, óculos escuros, cabelos cortados rentes. Vendia baralhos, que expunha sobre sua pequena banca, e pomada japonesa, que ficava escondida sob ela. Os baralhos eram anunciados aos brados; a pomada japonesa, contudo, era apregoada em um tom bem baixo.

– BARALHOS DE NYLON! BARALHOS DE PLÁSTICO! Pomada japonesa!

Cada um encontra o tom certo, o ritmo adequado, a fórmula capaz de encantar o possível comprador. Outros, contudo, por certas limitações, acabam criando quase um pânico nos ouvintes. Era o caso do Zé do Ovo, já citado aqui em outra postagem.

Zé do Ovo era um pobre coitado, deserdado da vida e do juízo perfeito, que minha sogra como que adotou ainda adolescente. Por vezes ele passava uma temporada em sua casa e era tratado com um filho a mais. Mas sempre apresentou algum transtorno e era tido como meio lelé da cuca. Quando eu o conheci, ele já era um homem feito e sempre estava por lá. Em alguns momentos, colhia folhas de couve da horta da dona Judith, colocava numa cesta e saía a apregoar pelas ruas de Miracema:

– Olha o “coveiro”! Olha o “coveiro”!

Mas, normalmente, voltava para casa todo feliz, com seu sorriso banguela, a cesta vazia e o dinheirinho miúdo no bolso.

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Jean Baptiste Debret, Negras quitandeiras, séc. 19 (em pinterest.com).

MAIS UM FIM DO MUNDO À VISTA

O mundo vai acabar outra vez, no próximo dia 23 de setembro. É o que calculou o numerólogo britânico David Meade, com base na leitura da Bíblia.

Estou-me preparando para mais este fim do mundo.

Não aguento de tanto preparo! Toda vez que anunciam a extinção da vida no planeta, reúno todas as minhas memórias, faço um balanço das minhas culpas, omissões e preguiças, vejo que tenho muito mais débito do que crédito e fico torcendo para que o transcendente seja apenas uma ilusão humana. Caso contrário, estarei lascado na eternidade.

Como sei que numerólogos, astrólogos, magos, bruxos, economistas e comentaristas de futebol jamais acertam em suas previsões, dormirei tranquilo até a véspera da catástrofe. No dia 23 acordarei em pânico, irei correndo à nova cafeteria aberta na Miguel de Frias, em frente à banca de jornal do Antônio, beberei o último cafezinho do universo e ficarei à espera da derrocada final e irreversível do nosso planeta.

Não sei se o tal entendedor de números calculou que o Universo que conhecemos também entrará em colapso, ou se só a Terra está com esta nuvem negra sobre ela. Apenas li a notícia até ver seu nome, na terceira ou quarta linha, para que o trouxesse aqui para você, leitor, pois, caso seja mais uma mentira desse tipo de gente, poderemos mover, num tribunal em Londres, processo contra ele por falsidade, prejuízo moral e pânico infundado.

Mas o interessante é que ainda não tinha visto notícias de que o mundo deveria ter acabado neste ano. Comumente somos assaltados, assim que começa o desfolhar dos dias, com algumas notícias deste jaez (Manja jaez, leitor amigo?)

Segundo a notícia, o tal entendido nos algarismos arábicos fez o cálculo a partir do último eclipse solar no hemisfério norte. Nele estariam os indícios de que iremos para o beleléu. Espero que apenas o hemisfério norte, já que os que vivem abaixo da linha do Equador não tiveram a ventura de ver tal fenômeno.

Enfim, esperemos. Mais uma vez, esperemos estoicamente se a previsão de mais este idiota se concretizará. Caso ela se concretize, retiro o idiota. Mas, aí também, já não dará mais tempo para nenhum tipo de retratação.

E seja o que o eclipse quiser!

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Imagem em super.abril.com.br.

SOBRE HEMORROIDAS

Meu sobrinho Bruno, médico em Muriaé, me contou esta.

Um seu colega de hospital atendeu um paciente da cidade, com alguns problemas em seu trato intestinal e que tal. Principalmente ali no ponto onde termina o túnel e começa o mundo exterior, no também conhecido como costurado. Depois de vários exames, chegou à conclusão de que se impunha uma cirurgia para correção das suas combalidas hemorroidas. Durante a consulta preparatória, o esculápio explicou, com as palavras mais compreensíveis, todo o procedimento e as consequências do ato cirúrgico. Chamou-lhe a atenção, sobretudo, a fim de que o doente não se sentisse iludido pelo profissional, para a primeira evacuação após a operação:

– Quero preveni-lo de que sua primeira evacuação após a cirurgia será dolorosa. Aliás, bastante dolorosa! Você terá a sensação de que estará evacuando um gato furioso com as garras projetadas para fora. – E fez o gesto imitando o gato. – É isso! Entendeu bem?

O paciente, impotente diante da sua sina, resolveu aceitar a indicação, porque seu sofrimento também já não era dos menores. Todas as vezes em que se dirigia ao vaso sanitário era como se parisse um cachimbau graúdo. Seria estoico mais esta vez. Que fosse a última! Iria parir um gato furioso!

Feita a operação, passada a fase de internação, ele teve alta e foi embora para casa, sob os cuidados preocupados da esposa, mais aquela sombra negra pairando sobre sua primeira vez com o ânus novinho.

Dias depois volta ele ao hospital, para revisão. Bate à porta do consultório do médico, abre a porta e, antes de adentrar completamente a sala, projeta a cabeça para dentro e lhe diz, com aquela cara de prostração definitiva:

– Doutor, não foi um gato: foi um leão furioso!

 

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Cachimbau ou cascudo (imagem em pescanalagoa.blogspot.com.br).

COCOTE

Cocote, pronunciado com os /o/ fechados, era o goleiro do Liberdade Esporte Clube, o valoroso esquadrão alvianil da minha vilazinha natal. Ele defendeu a meta do time por alguns anos, tendo sido efetivado no gol tão logo atingiu a maior idade penal – de penalidade máxima, pênalti.

Embora eu tenha saído de Carabuçu aos meus dezoito anos, até então Cocote era o goleiro mais longevo do clube. Antes dele, houve o Reginaldo, rapaz do Rio de Janeiro que milagrosamente se apaixonou pela vila e por lá ficou, até que a fatalidade o colhesse em plena juventude, num fatídico banho de rio.

Pelo que me lembro, logo depois do Reginaldo, o Bié foi deslocado da ponta-esquerda para o a função de guardião das cores branca e azul, após um petardo violento de canhota que atingiu a cabeça de um menino que brincava à margem do gramado, deixando-o desacordado. João Coleto, treinador e pai do Bié, houve por bem levá-lo para o gol, antes que provocasse uma tragédia. E, segundo ainda minha memória, também não fazia feio. A voadora que Bié dava em direção à bola chutada na forquilha era muito plástica e espalhafatosa.

Contudo, após algum tempo, Cocote foi promovido a titular da meta.

Cocote era filho da Filhinha da Hortênsia, de família muito humilde, que morava na Coreia, espécie de bairro da vila minúscula. Pelo que me lembre, até o momento de ser efetivado como goleiro, não tinha trabalho certo. Sem ser alto, um tanto roliço para a função, ainda assim ficou na memória de todos aqueles que, aos domingos, iam ao Estádio Dr. César Ferolla assistir às partidas do campeonato bonjesuense, pela destreza e habilidade com que se portava.

Seu nome era Jorge, e apenas sua mãe assim o chamava Toda a vila o conhecia pelo apelido, cuja origem desconheço e imagino mesmo que nada tenha a ver com a palavra francesa cocotte, de pronúncia aberta.

Ao ser inscrito para o campeonato da Liga Bonjesuense de Desportos – LBD, Cocote deveria assinar a ficha de inscrição e a súmula de cada jogo oficial. Como fosse analfabeto e não tivesse registro civil, os dirigentes do Liberdade Esporte Clube, para facilitar as coisas, resolveram que ele se chamaria a partir de então Jorge Sá. Seria menos difícil ensiná-lo a assinar o nome. Sobretudo Sá: uma cobra e uma bolinha com rabo de porco do lado direito, mais uma cunha no alto da bolinha. Jorge foi um pouco mais complicado, mas não havia como trocar o nome dado pela mãe.

E assim foi feito! Cocote, que raramente era chamado de Jorge, sem pai conhecido, analfabeto, filho de gente humilde, passou a assinar-se Jorge Sá e a defender a meta do glorioso time de futebol de Carabuçu.

Até aqui, este é um retrato um tanto idealizado daqule goleiro que defendia o time de futebol da minha vila natal, embora saiba que, posteriormente, a vida lhe tenha reservado caminhos tortuosos e não não tão edificantes.

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Imagem em clicrbs.com.br.

NÃO SEI O QUE FOI FEITO DO TORRESMO

Torresmo chegou à nossa vila por volta dos anos cinquenta do século passado. Era um moleque um pouco mais velho do que eu e trouxe um jeito de ser bem diferente de todos nós. Era alegre, divertido, brincalhão, de uma forma meio irresponsável, inconsequente. Nunca soube, de fato, seu nome. Nem mesmo se o apelido Torresmo ele trazia de onde veio, origem também que não sei, ou se foi colocado na própria vila.

Tínhamos, então, e quero crer que até hoje, o vezo de apelidar as pessoas. Este é um traço característico marcante das pequenas comunidades interioranas. Muitos moradores de Carabuçu eram chamados por seus apelidos, alguns deles derivados dos próprios nomes, como Tônio Pinto, Juca Jacó, Quincas Emiliano, Zé Carola; outros, de sua profissão, como Nequinha Capador, Mané Pindoba, Zé Oleiro; outros mais, sem uma explicação plausível, mas talvez por algum motivo que então me escapava, como Elias Penudo, Antônio Chambão, Pedro Moranga, Elias Pelanquinha, Toniquinho Lava-bunda; outro tanto, apenas com o apelido a identificar, como Solé, Caburé, Coberta Velha, Puri, Tatu, Memeco, Galo Cego, Escabufado. E por aí afora. A quantidade de pessoas com apelido era imensa.

Mas o Torresmo, tenho a impressão, já chegou pururucado a Carabuçu. Não foi frito lá.

Era um moleque dos seus treze-quatorze anos que trabalhava num bar da família, fazia obrigações pelo comércio local, e não tinha tempo útil para brincar conosco. Estava sempre calçado de tamancos, como aliás vários de nós, só que, ao caminhar, ele esfregava a ponta dos tamancos contra o piso das calçadas, tirando deste gesto uma espécie de ronco da madeira, um tanto assemelhado ao canto dos carros de bois, sem, contudo, a mesma beleza. O barulho dependia do estado do piso, se mais liso ou mais áspero, que lá dizíamos caracaxento. No piso caracaxento, o ronco do tamanco era mais grave; no liso, mais agudo. Era só a gente ouvir aquilo, para saber que o Torresmo tinha saído à rua, com alguma finalidade, e aproveitava a oportunidade para sua brincadeira barulhenta. Acho até que era, além de brincar, uma forma de o Torresmo marcar território, como fazem os animais no seu espaço físico.

– Lá vai o Torresmo!

– Lá vem o Torresmo!

Era o que passava em nossa cabeça, conforme o barulho crescesse ou diminuísse.

Pouco tempo convivemos com ele. Assim como não sabia de onde tinha vindo, não soube também para onde foi. Um dia a família se mudou, e lá se foi Torresmo com seus tamancos barulhentos, seguramente a aprontar em outras calçadas em algum lugarejo perdido por esse interior afora.

Por isso, até hoje, não sei o que foi feito do Torresmo.

 

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Imagem em mercadolivre.com.br.

 

 

MORRO DA CONCEIÇÃO

Neste último domingo, resolvemos ir à festa Santos Populares Portugueses, no Armazém da Utopia, no renovado cais do Rio de Janeiro. Além de mim e Jane, iam conosco Estefânia e Francisco, filha e neto. Por volta das treze horas e trinta, ao nos aproximar do local, através da Via Binário, percebemos que a fila de entrada dava voltas. Como Francisco já tivesse revelado estar com fome, decidimos mudar os planos.

Estefânia trabalha na esquina da Avenida Rio Branco com a Rua Visconde de Inhaúma e conhece vários restaurantes nas imediações. E, como soubesse do interesse da mãe em conhecer o Morro da Conceição, bem ali perto, sugeriu que almoçássemos no Bar Imaculada, numa das subidas do morro.

Pegamos a escadaria pela Travessa do Liceu e chegamos à Ladeira do João Homem, uma das subidas do morro, onde se localiza o bar. A Praça Mauá não fica longe dali.

Almoçamos e saímos a conhecer o local. Subimos toda a Ladeira até chegar ao largo onde se ergue a Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição, construção portuguesa de 1713 no local de uma antiga bateria de canhões do invasor francês Dougay-Trouin.

Descemos a Rua do Jogo da Bola, até uma pracinha acanhada, com alguns poucos brinquedos para crianças, onde Francisco se divertiu. Depois pegamos a Travessa Joaquim Soares, que chega até o Observatório do Valongo, de grande portão fechado. Tomamos as ruas de volta para o largo da Fortaleza, a fim de descer a Rua Major Daemon até a Rua do Acre, onde pegamos o carro de volta a casa.

Foi um domingo interessante, a conhecer um pouco da história e da arquitetura de um Rio de Janeiro que se preserva, a despeito de toda a nossa pouca preocupação com o passado. Aí estão algumas fotos, a ilustrar o nosso passeio.

Ladeira do João Homem

 

Casas na Ladeira do João Homem

Outra vista das casas da Ladeira do João Homem

Fachada do Imaculada Bar e Galeria

Janela na Ladeira do João Homem

Jane, Francisco e Estefânia no fim da subida da Ladeira do João Homem

Largo da Fortalea de Nossa Senhora da Conceição, com a imagem no pedestal

Francisco se diverte na pracinha.

Lateral da Fortaleza da Conceição

Muro frontal da Fortaleza da Conceição

Serviço Geográfico do Exército, na Rua Maj. Daemon

Serviço Geográfico do Exércio, na Rua Maj. Daemon