MORRO DA CONCEIÇÃO

Neste último domingo, resolvemos ir à festa Santos Populares Portugueses, no Armazém da Utopia, no renovado cais do Rio de Janeiro. Além de mim e Jane, iam conosco Estefânia e Francisco, filha e neto. Por volta das treze horas e trinta, ao nos aproximar do local, através da Via Binário, percebemos que a fila de entrada dava voltas. Como Francisco já tivesse revelado estar com fome, decidimos mudar os planos.

Estefânia trabalha na esquina da Avenida Rio Branco com a Rua Visconde de Inhaúma e conhece vários restaurantes nas imediações. E, como soubesse do interesse da mãe em conhecer o Morro da Conceição, bem ali perto, sugeriu que almoçássemos no Bar Imaculada, numa das subidas do morro.

Pegamos a escadaria pela Travessa do Liceu e chegamos à Ladeira do João Homem, uma das subidas do morro, onde se localiza o bar. A Praça Mauá não fica longe dali.

Almoçamos e saímos a conhecer o local. Subimos toda a Ladeira até chegar ao largo onde se ergue a Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição, construção portuguesa de 1713 no local de uma antiga bateria de canhões do invasor francês Dougay-Trouin.

Descemos a Rua do Jogo da Bola, até uma pracinha acanhada, com alguns poucos brinquedos para crianças, onde Francisco se divertiu. Depois pegamos a Travessa Joaquim Soares, que chega até o Observatório do Valongo, de grande portão fechado. Tomamos as ruas de volta para o largo da Fortaleza, a fim de descer a Rua Major Daemon até a Rua do Acre, onde pegamos o carro de volta a casa.

Foi um domingo interessante, a conhecer um pouco da história e da arquitetura de um Rio de Janeiro que se preserva, a despeito de toda a nossa pouca preocupação com o passado. Aí estão algumas fotos, a ilustrar o nosso passeio.

Ladeira do João Homem

 

Casas na Ladeira do João Homem

Outra vista das casas da Ladeira do João Homem

Fachada do Imaculada Bar e Galeria

Janela na Ladeira do João Homem

Jane, Francisco e Estefânia no fim da subida da Ladeira do João Homem

Largo da Fortalea de Nossa Senhora da Conceição, com a imagem no pedestal

Francisco se diverte na pracinha.

Lateral da Fortaleza da Conceição

Muro frontal da Fortaleza da Conceição

Serviço Geográfico do Exército, na Rua Maj. Daemon

Serviço Geográfico do Exércio, na Rua Maj. Daemon

A NOVA BATALHA DE ITARARÉ

 

Agora a nossa Batalha de Itararé é em defesa do biscoito de polvilho Globo, vilmente atacado por um pasquim norte-americano.

Eu mesmo, contudo, já tive sérios problemas com ele, o biscoito (O jornal nunca vi, nunca li, eu só ouço falar!), no tempo em que usava lentes de contato e estava no Maracanã vendo meu Botafogo. O vento trazia migalhas de biscoito que caíam direto nos meus olhos. Era um inferno! Parecia que todo o Maracanã comia biscoito Globo apenas para me sacanear. Por isso é que, por aquela época, suspendi o consumo, só de birra.

Entretanto devo cerrar fileiras com os nacionais cariocas na defesa do tal biscoito de vento, porque ele é um tremendo engana fome. Mastiga-se o nada, engole-se o nada, e sente-se a sensação inefável de que aquele troço com gosto estranho, sem massa, sem consistência e sustança, sacia a fome. Ilusão passageira, aliás!

Comido acompanhado de café, deixa um retrogosto de ovo, desgraçado! E, se comido aos pacotes, produz nos lábios a sensação de que se passou parafina ou cera líquida Poliflor, incolor e inodora. A única possível harmonização gastronômica do biscoito é com o mate que se vendia aos copos, direto de barricas que os vendedores levavam às costas, durante os jogos. Então o biscoito atingia a excelência de sabor que os cariocas supõem que ele tem, apenas estando nos saquinhos fechados à mão, como nos velhos tempos.

E, se agora ele está a produzir uma guerra semelhante à Guerra da Lagosta dos anos 60, em que nossas obsoletas belonaves se dispunham a enfrentar o poderio atômico francês em águas nacionais, posso garantir que já vi uma quase briga por causa do biscoito.

Pelos anos 90, estava um camelô na calçada do Museu Naval, na Rua São José, oferecendo a iguaria. Tinha dois sacos grandes – um com biscoito doce, outro com salgado –, quando um senhorzinho baixinho se aproxima e pergunta pelo preço. O camelô, então, informa que é cinquenta centavos. O senhorzinho, habituado a pagar dois paus no Maracanã, retruca que o produto então deve ser velho. O jovem vendedor, contudo, informa que o produto é fresquinho, recém-saído do forno. O terceiro-idoso, com o abusamento próprio da sua faixa etária, conclui a conversa:

– Cinquenta centavos?! Então é produto de roubo!

Saí rápido do local para não testemunhar o assassinato de um velho.

Agora, no entanto, estou na defesa do biscoito de vento Globo. E contra a total insensibilidade gastronômica do correspondente ianque, naturalmente habituado a comer hambúrgueres e assemelhados e, portanto, sem a sofisticação do nosso paladar, o qual publicou a denigritória matéria sobre esta iguaria carioca.

Tenho comido! Aliás, tenho dito!

 

Imagem em correio24horas.com.br.

MUSEU DO AMANHÃ

Aproveitei o sábado favorável e fui ao Rio de Janeiro conhecer, ainda que só externamente – as filas estavam imensas -, o Museu do Amanhã, projeto do arquiteto espanhol Santiago Calatrava e situado  na Praça Mauá, agora recuperada, modernizada e, sim, uma verdadeira praça. Trouxe alguns registros do museu para os amigos, que já devem estar cansados de ver fotos deste novo ponto turístico. Aí estão.

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ENFIM O OUTONO

O outono é uma estação que inspira. Não sei bem o quê. Mas inspira. Quem tem problemas respiratórios nem gosta de inspirar, porque os pulmões se congestionam. Mas não é disso que quero dizer aqui. Desde o ano passado, tenho um rascunho inacabado sobre o outono. Já fiz outros tantos poemas falando sobre esta estação bipolar. Na verdade a deste ano, atrasada por mais de um mês, enfim chegou por aqui. A temperatura, até então uma canícula senegalesca, como gosta de registrar o amigo Rogério Andrade Barbosa, caiu quase vinte graus. Passamos do verão tórrido para um quase inverno carioca.

Aí, peguei as câmaras e fui registrar esses tropicais tons outonais. Aí vão algumas fotos.

Bom outono a todos! Enfim!

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UM PÃO DE AÇÚCAR

O único pão de açúcar que tenho liberdade para apreciar sem moderação, porque não fará aumentar minha taxa de glicose, que anda saliente, é este monumento natural de granito que fica do outro lado da Baía da Guanabara, na cidade do Rio de Janeiro, e que oferece as mais diversas visões ao niteroiense.

Tenho fotografado com certa insistência os mesmo lugares, os mesmos motivos, porque é perceptível que, conforme a luz – ou a falta dela -, cada objeto se mostra diferente aos nossos olhos.

Por este motivo, escolhi, dentre as muitas fotos em que o Pão de Açúcar é objeto principal, estas que aí vão, para a apreciação dos amigos leitores.

Espero que sejam do seu agrado.

A partir de Icaraí (28/6/2015; 10h05).

A partir de Icaraí (28/6/2015; 10h05).

A partir da Fortaleza de Santa Cruz da Barra (30/7/2015; 12h00),

A partir da Fortaleza de Santa Cruz da Barra (30/7/2015; 12h00),

A partir da estrada de acesso à Fortaleza de Santa Cruz da Barra (12h42)

A partir da estrada de acesso à Fortaleza de Santa Cruz da Barra (30/7/2015; 12h42)

A partir de Camboinhas (19/8/2015; 16h26).

A partir de Camboinhas (19/8/2015; 16h26).

A partir de Icaraí (8/8/201; 15h33).

A partir de Icaraí (8/8/2015; 15h33).

A partir de Icaraí (26/11/2015).

A partir de Icaraí (26/11/2015; 18h56).

A partir de Icaraí (7/10/2015; 18h05).

A partir de Icaraí (7/10/2015; 18h05).

A partir de Icaraí, 12/11/2015; 18h30).

A partir de Icaraí, (12/11/2015; 18h30).

A partir de Icaraí (26/11/2015; 19h26).

A partir de Icaraí (26/11/2015; 19h26).

A partir do Parque da Cidade (4/7/2015; 9h44).

A partir do Parque da Cidade (4/7/2015; 9h44).

 

PAISAGEM COM O MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DE NITERÓI

Das diversas fotos que fiz do MAC – Museu de Arte Contemporânea de Niterói, selecionei estas abaixo, tomadas no primeiro dia deste ano. Nelas está sempre incluída a paisagem. Ou, ao contrário, o MAC está sempre incluído nela. Não são as primeiras, assim como não serão as últimas. Também, quem mandou o Niemeyer ter projetado tão belo edifício sobre a belíssima Baía da Guanabara!

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CADEIRAS ESTILOSAS

O Centro de Artes da UFF está expondo uma série de cadeiras personalizadas (Tenho horror à palavra customizada!) por vários artistas plásticos: é a CASA DESIGN PARADE. Ao final da exposição, como explica o texto do sítio eletrônico do Centro, elas serão leiloadas, com a renda revertida para a “Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais-APAE e o Remanso Fraterno, espaço de assistência e promoção social mantido pela Sociedade Espírita Fraternidade”.

Aí estão algumas imagens da exposição, que está na  nova parte externa da Reitoria, na Rua Miguel de Frias, 9, ao lado do teatro da UFF, com entrada franca, até 31 de agosto, das 9 às 21h.

Palhaçada (Cláudia Ramalho com Thalita Rossi)

Palhaçada (Cláudia Ramalho com Thalita Rossi)

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Isto não é uma cadeira (Eric Gerhard e Ana Carol Ramos).

Isto não é uma cadeira (Eric Gerhard e Ana Carol Ramos).

Baile de Gala do Municipal (Marcelo Reis e Cátia Cuns).

Baile de Gala do Municipal (Marcelo Reis e Cátia Cuns).

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