COMO SE CONSTRÓI UM PÔR DO SOL

O fim de tarde ontem, em Icaraí, foi espetaculoso. Parece que São Pedro derrubou a prateleira de tintas primárias, do que resultou o espetáculo. Cheguei ao calçadão da praia um pouco antes das dezoito horas e comecei a registrar os efeitos da luz solar na paisagem, nas nuvens e no horizonte. Aqui organizo em dez imagens, em ordem cronológica, para que meu leitor observe a construção de um pôr do sol bafônico, espetaculoso, ostentoso.

17h58
18h11
18h16
18j20
18h29
18h35
18h37
15h41
18h42
18h51

PÔR DO SOL

 

Não ponho no pôr do sol
Os olhos que não tenho
Tento apenas ver aquilo que entrevejo
– como se fosse impossível vê-lo –
No largo panorama em que o sol dardeja
Os raios luminosos de longe amortecidos
Por serras nuvens árvores
De um céu capcioso – ou nem tão isso –
Que possam enternecer o modo impreciso
Com que costumo ver
Com certa incerteza
O grande espetáculo da (in)visível natureza.

 

Pôr do sol na Praia do Gragoatá, Niterói-RJ (foto do autor).
Pôr do sol na Praia do Gragoatá, Niterói-RJ (foto do autor).

ENFIM O OUTONO

O outono é uma estação que inspira. Não sei bem o quê. Mas inspira. Quem tem problemas respiratórios nem gosta de inspirar, porque os pulmões se congestionam. Mas não é disso que quero dizer aqui. Desde o ano passado, tenho um rascunho inacabado sobre o outono. Já fiz outros tantos poemas falando sobre esta estação bipolar. Na verdade a deste ano, atrasada por mais de um mês, enfim chegou por aqui. A temperatura, até então uma canícula senegalesca, como gosta de registrar o amigo Rogério Andrade Barbosa, caiu quase vinte graus. Passamos do verão tórrido para um quase inverno carioca.

Aí, peguei as câmaras e fui registrar esses tropicais tons outonais. Aí vão algumas fotos.

Bom outono a todos! Enfim!

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UM PÃO DE AÇÚCAR

O único pão de açúcar que tenho liberdade para apreciar sem moderação, porque não fará aumentar minha taxa de glicose, que anda saliente, é este monumento natural de granito que fica do outro lado da Baía da Guanabara, na cidade do Rio de Janeiro, e que oferece as mais diversas visões ao niteroiense.

Tenho fotografado com certa insistência os mesmo lugares, os mesmos motivos, porque é perceptível que, conforme a luz – ou a falta dela -, cada objeto se mostra diferente aos nossos olhos.

Por este motivo, escolhi, dentre as muitas fotos em que o Pão de Açúcar é objeto principal, estas que aí vão, para a apreciação dos amigos leitores.

Espero que sejam do seu agrado.

A partir de Icaraí (28/6/2015; 10h05).
A partir de Icaraí (28/6/2015; 10h05).

A partir da Fortaleza de Santa Cruz da Barra (30/7/2015; 12h00),
A partir da Fortaleza de Santa Cruz da Barra (30/7/2015; 12h00),

A partir da estrada de acesso à Fortaleza de Santa Cruz da Barra (12h42)
A partir da estrada de acesso à Fortaleza de Santa Cruz da Barra (30/7/2015; 12h42)

A partir de Camboinhas (19/8/2015; 16h26).
A partir de Camboinhas (19/8/2015; 16h26).

A partir de Icaraí (8/8/201; 15h33).
A partir de Icaraí (8/8/2015; 15h33).

A partir de Icaraí (26/11/2015).
A partir de Icaraí (26/11/2015; 18h56).

A partir de Icaraí (7/10/2015; 18h05).
A partir de Icaraí (7/10/2015; 18h05).

A partir de Icaraí, 12/11/2015; 18h30).
A partir de Icaraí, (12/11/2015; 18h30).

A partir de Icaraí (26/11/2015; 19h26).
A partir de Icaraí (26/11/2015; 19h26).

A partir do Parque da Cidade (4/7/2015; 9h44).
A partir do Parque da Cidade (4/7/2015; 9h44).

 

A POSE DA PEDRA

Aí vão algumas das muitas fotos que tenho feito da Pedra de Itapuca, localizada entre Ingá e Icaraí, em Niterói. Esta pedra é o resto de uma antiga pedreira, sob a qual passava o túnel para o trilho do bonde. Com o alargamento da avenida praiana, a pedreira foi desmontada, mas deixaram a Pedra de Itapuca dentro do mar. Ela hoje é um dos cartões postais de Niterói e já foi retratada incontáveis vezes, tanto pela lente de câmaras fotográficas, quanto pelos pincéis de pintores daqui e de fora. Na sua base, periodicamente, veem-se catadores de mexilhões à procura do molusco e, nas ondas mais fortes que quebram sobre ela, bandos de surfistas, que se arriscam a um choque com a pedra. (Fotos tomadas em 22/9/2015, entre 16h47 e 16h57).

 

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BAÍA DE GUANABARA, VISTA DO PARQUE DA CIDADE

Entre os méritos e deméritos de Niterói como cidade – há louvadores e detratores, como normal -, a visão para o Rio de Janeiro, passando pela planura do espelho d’água da Baía de Guanabara, incomodada por morros de diversas conformações, é sem dúvida um de seus grandes trunfos, como se dizia antigamente. Do alto do Parque da Cidade, cujo acesso se faz por São Francisco, então, é das paisagens mais belas que se pode ter da baía.

Num desses dias meio enfarruscados, sem sol, com jeito de mal humorado, fiz a foto abaixo, em panorama (ela está em flickr.com/fotos/saint-clairmello). Espero que gostem.

PARABÉNS, NITERÓI!

Apesar de todos os problemas de uma cidade do porte de Niterói, ainda é possível tirar algum prazer de se viver aqui.

Até mesmo a maledicência que os cariocas diziam – acho que não dizem mais – de que a melhor coisa da cidade é a vista do Rio de Janeiro, o que não deixa de ser uma verdade parcial, e da qual eles mesmos não desfrutam, para o niteroiense é algo agradabilíssimo. É como você morar num apartamento de frente para o belo eterno.

Por isso, no aniversário de 439 anos da fundação da cidade, reproduzo duas belas imagens que obtive de Niterói. Uma tem forçosamente como fundo o Rio de Janeiro. A outra, não!

Regata na  Enseada de Icaraí (Baía de Guanabara).

Icaraí: pôr do sol com o Rio de Janeiro ao fundo.