A ÚLTIMA LUA DO OUTONO

(Para Cléia Miranda e Clarice Diniz.)

Andei por Bom Jesus do Norte-ES, onde mora minha mãe, e por Visconde do Rio Branco, terra das amigas Cléia Miranda e Clarice Diniz, nestes últimos dias. Justamente quando pude flagrar a Lua Cheia no seu auge: dias 19 (fotos de 1 a 7, em Bom Jesus do Norte) e 20 (fotos de 8 a 12, em Visconde do Rio Branco). Estou tentando entender a Lua como objeto fotográfico, de forma empírica, no método de tentativa e erro. Não sou profissional, apenas um fotógrafo intuitivo e diletante, que procura ocupar algumas horas de folga na observação das coisas da vida.

Assim, trago aqui alguns dos registros feitos nos céus dessas duas cidades nem tão distantes assim no mapa do Brasil.

Espero que gostem. (Para ampliar, cliquem na foto.)

Foto 1: 18h29.
Foto 1: 18h29.
Bom Jesus do Norte, 19/6/2016, 18h30, com interferência de árvore.
Foto 2: 18h30, com interferência de árvore.
19h27
Foto 3: 19h27.
19h27
Foto 4: 19h27.
19h28
Foto 5: 19h28.
19h28
Foto 6: 19h28.
19h30
Foto 7: 19h30.
18h48, com inteerferência de árvore.
Foto 8: 18h48, com interferência de árvore.
18h58, com intereferência de fios.
Foto 9: 18h58, com interferência de fios.
18h59
Foto 10: 18h59, com interferência de fio.
19h, com interferência de árvore.
Foto 11: 19h, com interferência de árvore.
19h01, com interferência de árvore.
Foto 12: 19h01, com interferência de árvore.

ÁRVORES SECAS

(Para minha irmã Verônica e o amigo Zatonio Lahud.)

 

No último sábado, percorrendo a estrada que sobe de Bom Jesus do Norte para São José do Calçado, a ES-484, registrei várias árvores secas nos morros que compõem a paisagem. A tarde estava nublada, ou enfarruscada, como dizia meu saudoso pai. Selecionei algumas, que espero sejam do agrado dos meus visitantes.

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BOM JESUS DO ITABAPOECO

Tenho ido com muita frequência a Bom Jesus. Aliás, quando se diz algo assim, significa dizer que vamos a duas cidades de dois estados diferentes, ao mesmo tempo: Bom Jesus do Itabapoana, no Rio de Janeiro, e Bom Jesus do Norte, no Espírito Santo.

Pois tenho sentido, nestes últimos meses, um aumento exagerado do barulho das cidades. Andei até postando no Facebook instantes de incômodo causado por carros de som propagandeando os mais diversos produtos, com intervalos inferiores a dez minutos entre um e outro.

Em Bom Jesus do Norte, por exemplo, onde fica a casa de minha mãe, é praticamente impossível meia hora de sossego, sobretudo, à tarde.

Mas neste último sábado a coisa extrapolou todos os limites.

Tendo saído com minha irmã, para resolver alguns problemas rotineiros, dei de cara com um verdadeiro furdunço sobre a ponte sobre o rio Itabapoana, que une os dois estados – Rio de Janeiro e Espírito Santo. Havia um ajuntamento anormal de pessoas sobre os dois lados da ponte, para observar o salvamento de três pessoas que se tinham atirado nas águas poluídas do rio, a fim de salvar um litro de cachaça, que eles tomavam em sua margem. Além disso, havia sirene de polícia e de ambulância.

Assim que conseguimos ultrapassar o burburinho, pegamos o restolho da passeata de um grupo de evangélicos – Desperta Débora – que antecedeu a marcha dos jovens envolvidos com a Jornada Mundial da Juventude, evento católico que está mobilizando todas as dioceses do país. Estes últimos desfilavam com um trio elétrico em seu volume mais alto, que embalava o desfile dos católicos a cantarem, dançarem, pularem pelas ruas da cidade. Naquele momento, tomava um cafezinho na lanchonete do Antônio Manuel e tive meus órgãos internos sacudidos pelo barulho potente dos alto-falantes do carro de som.

Todas as pessoas – e eram muitas – que estavam por ali, naquele instante, estavam apavoradas com o nível de ruído.

Com certeza as prefeituras das duas Bom Jesus – a do Norte-ES e a do Itabapoana-RJ – precisam de tomar medidas urgentes, no intuito de proteger a população contra o excesso de som, contra a poluição sonora.

Ou aquele povo vai acabar surdinho, surdinho, em pouco tempo.

Imagem em fabioarrudashow.blogspot.com.

ECOS DA CAMPANHA ELEITORAL

1. Como já havia comentado, a partir de pertinente observação de minha mulher, o candidato à prefeitura de Niterói Rodrigo Neves, do PT, em combate à candidatura de Felipe Peixoto, do PDT, associa-o à administração Jorge Roberto, que se mostrou muito impopular, a partir do trágico episódio do Morro do Bumba.

A se seguir este argumento, os que também não gostaram de Godofredo Pinto, ex-prefeito do PT, que passou com uma pífia administração da cidade, também não devem votar em Rodrigo Neves.

Assim se segue o princípio de pau que dá em Chico dá em Francisco.

Pois este é agora o mote do desesperado Sérgio Sveiter, que está ameaçado, mais uma vez, de ficar olhando os catamarãs saírem do cais da Praça Arariboia.

Pelo menos, ele lançou mão do expediente: Se você ficou satisfeito com o Godofredo, vote em Rodrigo; se está com Jorge, vote em Felipe. Caso contrário, ele se apresenta como o candidato da mudança.

No entanto, num de seus programas no horário gratuito, ele se disse filho de um antigo e singelo comerciante da cidade. Quer-me parecer que não é bem isto, pelo que todos sabem. Seu pai pode até ter sido comerciante, como eu já fui vendedor de couves e alfaces para minha avó, lá pelos anos 50, e engraxate da barbearia do Moreninho, logo a seguir.

Pelo que sei, seu pai foi prestigiado e competente advogado em Niterói, posteriormente desembargador no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e, finalmente, ministro do Superior Tribunal de Justiça, além de, durante bom tempo, grão-mestre de uma ordem maçônica brasileira.

Pode não ter sido mentira o que ele disse, mas não é a verdade total. E isso não fica bem em quem promete correção na administração da cidade.

2. Em Miracema-RJ, terra de minha mulher, houve um furdunço ontem por ocasião da carreata do atual prefeito Ivany Samel, candidato à reeleição.

A política no interior assume temperatura bem distinta do das grandes cidades. Além das apostas costumeiras entre os defensores deste e daquele candidato, às vezes também ocorrem socos e pontapés entre os mais sanguíneos. Quando não tiros e facadas!

Pois soube que, não tendo a carreata do candidato passado pelo Morro do Cruzeiro, bairro pobre da cidade, os moradores sentiram-se desprestigiados e, vestidos com a camisa azul do candidato da oposição, Joedyr, que foi seu vice-prefeito, desceram para a parte baixa da cidade, o que motivou a ação da polícia, para que os ânimos não atingissem o ponto de fervura.

Pelo que soube via Facebook, o atual prefeito pediu que seus correligionários não saíssem de casa, a fim de evitar qualquer tipo de confronto.

Para que o amigo leitor calcule a que ponto a coisa chegou, Rosa, secretária do lar de meus sogros, foi até a quitanda do Maradona para comprar jiló e cheiro-verde. Como estava vestida com uma blusa azul, a cor do Joedyr, não foi atendida pelo dono da quitanda, membro ativo da comissão de campanha do atual prefeito, cuja cor é a vermelha.

Rosa teve de voltar a casa, trocar a blusa por uma na cor verde, para conseguir comprar jiló e cheiro-verde. Ou a comida do dia ficaria meio destemperada, bem diferente do sabor da campanha eleitoral da cidade, que já está bem azedo.

3. Em Bom Jesus do Norte-ES, onde moram meus pais, minha mãe, católica fervorosa e atuante, leu para nós, durante o café da tarde no sábado, as recomendações da Igreja para os eleitores católicos. Eram dez pontos básicos para orientar uma boa escolha.

A cada item enumerado, ela ia descartando um candidato. Alguns, ou quase todos eles, se enquadravam em mais de uma recomendação, que sempre começava com: “Não vote em candidato que…”.

Ao final da leitura de todos os itens e, com base neles, disse um tanto decepcionada – logo ela que sempre gostou de política, como seu avô Antonico Pinto –:

– É… a seguir por aqui, não há nenhum candidato que mereça o voto.

Tristes trópicos!

Imagem em telacrente.org.