O TIME DO BOTAFOGO É TÃO RUIM QUANTO O DO FLAMENGO

 

Hoje fico pensando no tanto que torci, que torcemos os botafoguenses, para que o Botafogo chegasse à zona de classificação para a Libertadores no último campeonato brasileiro. Torcemos demais, e todos sabem bem disso, até a última rodada. Torcemos pra caramba, como há muito não o fazíamos, para que tivéssemos o direito de disputar a copa sul-americana. Chegados à Libertadores, não nos foi dado o direito de torcer tanto, quanto fizemos anteriormente. Nosso pífio time foi desclassificado ontem, não tanto pelo time do Papa Francisco, mas pelo mau resultado contra o Unión Española no Maracanã, quando perdemos por 1×0.

Ontem, contudo, pudemos ver o interesse papal na disputa. E não adiantaram as mandigas que fizemos contra o San Lorenzo. Parece que Sua Santidade está com moral com O Lá de Cima. O primeiro gol, com certeza, teve o pé do Papa a desviar a bola para o fundo das redes. No segundo, foi a pata do demo a (des)orientar o pé do Ayrton, aquele que deveria jogar com um defensor público ao lado. Maldito! E o terceiro foi, definitivamente, para selar a dramática classificação do time dos nossos Hermanos, obra do Homem. Talvez tenha determinado a São Lourenço, em carne e espírito, apoderar-se do pé de Piatti.

Nosso time é fraco. Meu amigo Rogério Barbosa sempre disse tal coisa para mim, mas meus ouvidos de esperança não entendiam direito sua mensagem. E tentava argumentar que éramos melhores do que o Flamengo, por exemplo.

Eu estava completamente equivocado. Nosso time é tão ruim quanto o do Flamengo. Lodeiro e Jorge Wagner não produzem para o time. Este último, inclusive, contribuiu para o primeiro gol. Lodeiro, por exemplo, só acerta passes laterais e recuados. Passe à frente não está no cardápio de suas jogadas. Júlio César está constantemente brindando com jogadas peculiares, que mais ajudam o inimigo que a nós mesmos. E Dória, nossa grande revelação, tem-se revelado inseguro, ineficiente na função que lhe deram de sair com a bola de nosso campo de defesa. Para coroar, o time não tem padrão de jogo. Ou, aliás, tem padrão nenhum. O que dá no mesmo.

Do técnico não direi nada, pois a aposta foi da diretoria do clube e ela que se explique. Em paralelo com a Educação, só posso dizer que nunca soube de professor de pós-graduação que não tenha os títulos necessários a exercer a função. E a Libertadores é a pós-graduação para o futebol sul-americano, pois não?

Mas o Barcelona também foi eliminado. Estamos empatados também com o time catalão. Assim somos ruins como o Flamengo e o Barcelona.

Não sei se isso me conforma!

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PARA EQUILIBRAR A BATALHA

Passada a ressaca do jogo da última quarta-feira, chega a hora de se pensar na próxima partida da Libertadores (Não escreverei o nome oficial da competição, porque não estou aqui para fazer propaganda de empresas.)

Na próxima terça-feira, o Botafogo receberá no Maracanã o time argentino do San Lorenzo de Almagro. Já comecei a ficar preocupado. Em primeiro lugar, porque o time tem sobrenome. Não gosto de times com nomes pomposos assim. Em segundo, porque já apela às potências celestes e vem com nome de santo, ainda que argentino – se é que me entendem – e, por último, porque o Papa Francisco é seu torcedor declarado.

Mas vamos tentar fazer nossa parte. A bem da verdade, o Papa não tem nada que ficar torcendo por time de futebol, ainda mais argentino – se é que continuam me entendendo -, porque, se há alguma coisa em que não existe inocência e candura de alma, é em trava de chuteira de jogador, sobretudo argentino – entenderam? E, tão logo ele tenha passado da condição de religioso argentino para chefe dos católicos do mundo todo, já deveria ter renunciado a esta sua paixão terrena, principalmente porque não fica bem a uma autoridade a quem se chama de Sua Santidade torcer para um time argentino, mesmo sendo ele do mesmo país. Onde está a santidade dele? Imagino-o falando um palavrão a um gol perdido. Porque eu, como torcedor, tenho o inalienável direito de falar palavrão, sempre que um jogador do meu time perde gol feito. Ou de xingar o homem do apito, não importam os motivos que eu tenha ou não tenha. O árbitro está ali para ser xingado. Depois ele que trate de fazer direito o seu serviço.

Por outro lado, vamos imaginar que realmente Deus exista, como juram de pés juntos milhões de pessoas. Em ele existindo e sendo o Papa seu representante aqui na Terra – vamos supor que tudo isso seja realmente verdade -, Deus não há de deixá-lo na mão. Vai apoiar o time do Papa. Ainda que a Ele atribuam a qualidade de pai de toda a humanidade e condescendente com a criatura, embora já tenha dado provas de que tem uma má vontade conosco, que Deus me livre!

Contudo há muitas outras religiões, cada uma com seu deus ou seus deuses. Algumas com milhões deles, tipo praga. Assim pode-se lançar mão de qualquer um outro que faça frente ao do Papa, pois não?

Desta forma, sugiro que voltemos forte à corimba, aos despachos, às encomendas, aos sapos de boca costurada, às galinhas pretas e velas de sete dias. Não podemos é ficar de braços cruzados, achando que Sua Santidade não intercederá pelo San Lorenzo de Almagro, na intimidade de seu quarto no Vaticano.

Eu mesmo já encomendei a Pai Prudenço despacho devastador contra o time adversário. E ele me garantiu:

– Zifio, é só comprá a listinha de materiá que te dei e o resto é pru minha conta. Vô butá um reparo nos argentino deis achá que tão viveno num país todo certinho, e vão quebrá a cara. Ou num me chamo Pai Prudenço!

Estou levando fé!

 

Pai Prudenço muito preocupado com a renúncia do Papa (em talesvale.blogspot.com).
Pai Prudenço já preparado para o servicinho que encomendei (em talesvale.blogspot.com).