BOTAFOGO NA LIDERANÇA

Não foi preciso jogar bem, para que, ontem, o Botafogo vencesse o Fluminense na Arena Pernambuco.

No primeiro clássico, após a parada para a Copa das Confederações, os jogadores pareciam um tanto sem ritmo, sem pegada. De parte a parte, e não só do Botafogo.

É bem verdade que o Fluminense entrou gerando expectativas maiores pela volta do Fred, que fez uma bela Copa. Mas não contava com a exibição soberba de Dória, ainda um jovem jogador, porém com segurança de veterano.

Não sei se estou errado, todavia observei que, sem Fellype Gabriel, nosso meio campo ficou menos criativo e as oportunidades do ataque  foram menores. Tanto ele, quanto Andrezinho, que embora nunca se tenha mostrado soberbo, podem fazer falta. E muita. Sobretudo o Felyppe, que chegava até a área para concluir.

Apesar de tudo, num jogo apenas regular, em que o domínio territoria passou de um a outro lado, o Botafogo contou com a categoria e a classe de Seedorf, realmente um jogador diferenciado.

Soube que há tricolores chorando a não marcação de um possível pênalti feito por Jéferson em não sei quem. Se vi pênalti, fiz como aquele macaquinho com a mão nos olhos, porque era contra nós. E contra nós, contra o Botafogo, é quase tudo injusto e imoral.

Dá-lhe, Fogo!

Seedorf – foto Agência Estado (em espn.com.br).

A DECISÃO DA TAÇA RIO

O Fluminense quis ontem dar uma resposta ao Botafogo do sábado. Fez 4×1 contra o Volta Redonda, como a dizer que está preparado para o confronto do próximo domingo, no mesmo estádio Raulino de Oliveira, na Cidade do Aço.

No sábado à noite, aplicamos um sapeca iaiá no Resende por 5×0. O Botafogo jogou de forma tão superior, que nem mesmo a Academia Militar, que fica lá no município do adversário, conseguiria parar nosso time.

E os cinco gols foram marcados por todos os setores do time: defesa (Dória), meio-campo (Lodeiro, Felyppe Gabriel e Seedorf) e ataque (Raphael Marques). Aliás, RM pegou o mau costume de fazer um gol a cada quinze dias.

No jogo de ontem, o Pó de Arroz começou um tanto vacilante, de modo que permitiu o empate do Volta Redonda quase imediatamente após marcar seu primeiro gol. Depois o time engrenou e o Voltaço enferrujou e não jogou mais nada rigorosamente. E tanto que eu torci por ele! Mas foi o mesmo que puxar bode para dentro d’água, como dizemos lá em Carabuçu.

Se fizermos um retrospecto dos últimos jogos, o Botafogo é o franco favorito para a decisão da Taça Rio no domingo, embora em futebol isto não funcione muito bem, ainda mais quando, do outro lado, está um time do mesmo nível.

Até algumas rodadas atrás, considerava-se que o Flu tinha o melhor time do Rio. No entanto, Osvaldo de Oliveira, com auxílio do grande Seedorf em campo, parece que encontrou um jeito de o time jogar produtivamente, com poucos erros de passe, boa postura em campo e, principalmente, disposição para o ataque. Para isso também tem contribuído as soberbas apresentações do uruguaio Lodeiro e a segurança de Jéferson embaixo da meta.

No próximo domingo, a vantagem do empate que nos favorece não pode nos servir de arma apontada contra nossa própria cabeça, como ocorreu, no primeiro turno, com Flamengo e Vasco, que despachamos soberanamente, com coragem e disposição.

Agora esse facilitador da vida do Fogão não pode se transformar num instrumento de tortura. Temos de manter a pegada, a concentração no jogo e a disposição de luta.

À vitória, Botafogo!

Imagem em esporterio.blogspot.com.

O CAMPEONATO CARIOCA COMEÇOU

O Botafogo jogou bem 45 minutos, quando fez os 3×0. Nos outros, fez para o gasto.

Faltaram o Seedorf e o Bruno Mendes, que foi substituído por outro centroavante que também não faz gol, tal qual o Raphael Marques. Faltou também o Lucas na lateral, mas não notei sua falta. Aquele tal Gilberto deu conta do recado. Mas, às vezes, é sempre assim: o cara entra substituindo o titular e faz das tripas coração apenas para atrapalhar o técnico em sua sábia e segura condução do elenco. Renato se machucou, Felyppe Gabriel se cansou mais uma vez, e não senti falta daquele zagueiro de cabelo esquisito de cujo nome nem me lembro mais. Quem é mesmo?

Também se machucou o Antônio Carlos, outra vez, e OO lançou na defesa o Defendi. Me deu uma baita preocupação de que ele fosse para o ataque. Seria para confirmar aquela velha lei do jogo que diz que melhor ataca quem se defendi. Ou vice-versa, nunca se sabe. Vai depender muito do técnico. Pelo menos, ali atrás, nós temos uma pessoa e um nome na defesa. Um jogador que vale por dois.

E me preocupei também, já que 66,6666666666666% dos nossos gols foram marcados por zagueiros. E apenas 33,33333333333% por atacante, que não é tão atacante assim, o Andrezinho.

Já o jogo do Fluminense foi praticamente uma pelada organizada, com os times uniformizados, juiz e bandeirinhas, jogado num terreno baldio, que é o verdadeiro estado do campo de jogo de São Januário.

Inclusive durante a transmissão da partida, o narrador falou sobre os comentários desairosos que jornalistas holandeses fizeram do gramado, quando da recente visita de um time daquele país ao Brasil, de que não ouvi sequer uma palavra. Para mim, não esteve aqui holandês nenhum! Porém, como não sou onisciente, é bem possível que isto tenha ocorrido em passado recentíssimo.

Esses jornalistas estão completamente desarrazoados: o país deles tem mais água que terra, tanto que é todo cercado por diques para não submergir. E também se chama Países Baixos. Eles se deviam dar por satisfeitos em ver um gramado que tem mais terra do que grama. Mas, pelo próprio nome do país, se vê que eles têm mania de grandeza: um minúsculo território cheio d’água, com o nome no plural. É muita pretensão! Aliás, aqui no Brasil, países baixos nomeia certa região da horrível anatomia masculina, que prefiro não identificar, a fim de não ser chamado de pornográfico.

O Vasco da Gama também ganhou por 3×0 e é forte candidato a vice-campeão. Até já disse isso no Facebook e arranjei confusão com amigos vascaínos. Mas é um bom sinal. Não a revolta dos meus amigos, mas a disposição dos jogadores do Bacalhau em superar as ausências do pessoal do INSS – Juninho e Felipe – que debandou em busca de clubes com cofres mais abarrotados de grana.

Já o Flamengo… Bem, o Flamengo ganhou, mas não me convenceu. Aliás, o Flamengo não me convence nunca. O pior é que, às vezes, ele faz jeito de songa-monga (Lembram-se desta palavra?) e surpreende no final: não ganha nada. Hahahaha!

Enfim, veremos quem tem mais garrafas para vender, como diriam os velhos comentaristas do nobre esporte bretão.

Pelo início, acho que estamos todos sendo um pouco iludidos por nossos times. É reflexo da volta do uso da droga que atende pelo nome de futebol, depois de mais de um mês de abstinência.

Bom campeonato para todos. Principalmente para nós botafoguenses!

Imagem em jocapoeira.wordpress.com.
Imagem em jocapoeira.wordpress.com.

SALVE JORGE! O VASCO PODE SER VICE DUAS VEZES EM UM ÚNICO CAMPEONATO.

Depois do jogo de ontem, pela semifinal da Taça Rio, do Campeonato Carioca, o Vasco tem duas ótimas oportunidades de ser vice de novo: ou vice do segundo turno, ou vice do campeonato.

No próximo domingo, jogará com o Botafogo a decisão da Taça. Se passar, disputará com o Fluminense a decisão do campeonato.

Como botafoguense lúcido, tenho de reconhecer que a equipe vascaína está mais azeitada que a nossa, com bons jogadores em posições sensíveis do esquema tático. Por outro lado, o time tem mostrado mais disposição nas partidas. Não sinto nos jogos do Vasco a apatia que, por vezes, toma conta do nosso elenco.

Já o Botafogo alterna jogos medíocres com algum desempenho mais convincente, como na partida contra o Bangu, em que fizemos praticamente todos os gols – os nossos e os deles – e jogamos com maior pegada. Isto, no entanto, não é o normal, o corriqueiro.

Só me lembro de outro jogo recente em que tivemos desempenho parecido: foi contra o Guarani, lá em Campinas, opinião também compartilhada por Zatonio Lahud (Interrogações), meu equilibrado amigo botafoguense.

Até mesmo o Fluminense me parece ter um grupo mais ajustado que nós e já venceu o Bacalhau na decisão do primeiro turno.

Vejam, então, que o time de São Januário tem uma oportunidade única: ou será vice agora e se despedirá do Cariocão; ou nos atropelará, para a sua segunda oportunidade contra o Tricolor.

Já imaginaram o Vasco sendo vice duas vezes num campeonato só? Vai ser chato pra caramba! Pelo menos para eles. Na qualidade de torcedores contra, todos os demais – cachorrada, pó-de-arroz e urubus – vão tirar um sarro imenso sobre os cruzmaltinos.

Contudo situação pior que a do Bacalhau é a do Urubu da Gávea, que, como sempre, fez um estardalhaço no início da temporada, trouxe o Wagner Love e chega lamentavelmente ao fim sem ganhar absolutamente nada. Nem o direito de disputar uma final de turno.

Meu amigo e causídico Carlos Eduardo Marins, flamenguista equilibrado como só, postou em sua página no Facebook ontem, após o jogo, que já tinha feito mais de 375 ligações para o celular da Patrícia Amorim. Precisava falar algumas verdades com ela antes de ir dormir. Eu mesmo não aguentei e peguei no sono. Não sei se ele conseguiu.

Confesso que estou muito triste com isso. Ando até dormindo mal com o insucesso rubro-negro tanto na Libertadores, quanto no Cariocão. Tenho acordado quase de uma em uma hora na madrugada, para dar sonoras gargalhadas. Com toda a vênia, doutor!

Mas hoje é dia de São Jorge e, daqui a pouco, vou a uma festança em homenagem ao santo, prestada pelo amigo Beto, tricolor também muito equilibrado (Aliás, só tenho amigos torcedores muito equilibrados!) e devoto do santo guerreiro.

Salve, Jorge!

(E, para não me acusarem de preconceito contra qualquer adversário, ilustro esta postagem com uma foto do Vasco da Gama. Bem… é de uma de suas musas. Que eu não sou trouxa! Dá-lhe, Vasco! Imagem colhida em flogao.com.br.)