COMO SE CONSTRÓI UM PÔR DO SOL

O fim de tarde ontem, em Icaraí, foi espetaculoso. Parece que São Pedro derrubou a prateleira de tintas primárias, do que resultou o espetáculo. Cheguei ao calçadão da praia um pouco antes das dezoito horas e comecei a registrar os efeitos da luz solar na paisagem, nas nuvens e no horizonte. Aqui organizo em dez imagens, em ordem cronológica, para que meu leitor observe a construção de um pôr do sol bafônico, espetaculoso, ostentoso.

17h58
18h11
18h16
18j20
18h29
18h35
18h37
15h41
18h42
18h51

ANO 2017 d.C

Olhei a passagem de ano da varanda da vizinha. Prestei bastante atenção aos sinais metafísicos e astrológicos que pudessem distinguir um ano de cão, como 2016, de um ano de esperanças, como se espera de 2017 (E ele que não se faça de bobo!), e posso lhe garantir, esperançoso leitor, que não observei bulhufas de especial ou de alvissareiro. A não ser, é claro, o tique-taque eletrônico do relógio do telefone celular que pulou de 23h59 para 00h00, quando, então, começou o foguetório na enseada de Icaraí.

A multidão que se aglomerava nas areias da praia aproveitou para também soltar seus rojões, misturados a gritos de euforia, abraços, beijos e goles generalizados em todo tipo de bebida alcoólica ou não. E talvez também não tenha havido nenhuma diferença na cabeça daquele ror de gente que aguardava por bons sinais.

Os fogos começaram, de imediato, a ribombar e a encher o céu negro de cores e formas pirotécnicas e assim permaneceu por longos dezesseis-dezessete minutos, se não me falha a cronometragem. Todos os convidados da minha vizinha, inclusive eu, Jane e um casal de amigos, julgamos que os fogos deste ano foram mais bonitos que os do ano passado. Porém isso também não indica que o ano será melhor.

No início do ano velho, apareceu um funk miserável, cujo cantor, sem o mínimo physique du rôle para o troço, afiançava que tudo “tá tranquilo, tá favorável”. E 2016 deu no que deu: um ano para ninguém estimar: nem coxinhas, nem mortadelas, nem ovinhos de codorna. Foi ruim para a maioria esmagadora da população, tirante minha prima, que deu um depoimento extremamente favorável a 2016. Contudo devo dizer que até mesmo para o pior canalha do país, há alguém a dar um depoimento favorável, a livrá-lo de qualquer acusação. Portanto o julgamento da minha querida e bela prima não tira nenhum demérito de 2016. Aninho para se esquecer!

Por isso é preciso que 2017 se desvencilhe desse miserento, o que, com toda a sinceridade não estou percebendo por esses primeiros cinco dias. Basta dizer que até o momento, tirante as contas a vencer, já tive de pagar três, que vieram com o carimbo 2016. Também, pelo que se tem do panorama político-econômico, está difícil acreditar em alguma mudança, apenas porque o tempo que contamos na folhinha mudou de data.

Entretanto, como afirma uma crença generalizada, o brasileiro não perde a esperança. Perde até o emprego, a casa própria, o crédito, o bonde e o trem, e até a vida, mas a esperança, esta, ele não perde nem com reza braba.

Portanto aguardemos que 2017 não seja tão feio quanto se pinta.

Dá-lhe 2017! Esteja em casa! Seja bem-vindo!

Também não há outra alternativa!

Expectadores do Réveillon em Icaraí (foto do autor).
Expectadores do Réveillon em Icaraí (foto do autor).

ENFIM O OUTONO

O outono é uma estação que inspira. Não sei bem o quê. Mas inspira. Quem tem problemas respiratórios nem gosta de inspirar, porque os pulmões se congestionam. Mas não é disso que quero dizer aqui. Desde o ano passado, tenho um rascunho inacabado sobre o outono. Já fiz outros tantos poemas falando sobre esta estação bipolar. Na verdade a deste ano, atrasada por mais de um mês, enfim chegou por aqui. A temperatura, até então uma canícula senegalesca, como gosta de registrar o amigo Rogério Andrade Barbosa, caiu quase vinte graus. Passamos do verão tórrido para um quase inverno carioca.

Aí, peguei as câmaras e fui registrar esses tropicais tons outonais. Aí vão algumas fotos.

Bom outono a todos! Enfim!

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UM PÃO DE AÇÚCAR

O único pão de açúcar que tenho liberdade para apreciar sem moderação, porque não fará aumentar minha taxa de glicose, que anda saliente, é este monumento natural de granito que fica do outro lado da Baía da Guanabara, na cidade do Rio de Janeiro, e que oferece as mais diversas visões ao niteroiense.

Tenho fotografado com certa insistência os mesmo lugares, os mesmos motivos, porque é perceptível que, conforme a luz – ou a falta dela -, cada objeto se mostra diferente aos nossos olhos.

Por este motivo, escolhi, dentre as muitas fotos em que o Pão de Açúcar é objeto principal, estas que aí vão, para a apreciação dos amigos leitores.

Espero que sejam do seu agrado.

A partir de Icaraí (28/6/2015; 10h05).
A partir de Icaraí (28/6/2015; 10h05).

A partir da Fortaleza de Santa Cruz da Barra (30/7/2015; 12h00),
A partir da Fortaleza de Santa Cruz da Barra (30/7/2015; 12h00),

A partir da estrada de acesso à Fortaleza de Santa Cruz da Barra (12h42)
A partir da estrada de acesso à Fortaleza de Santa Cruz da Barra (30/7/2015; 12h42)

A partir de Camboinhas (19/8/2015; 16h26).
A partir de Camboinhas (19/8/2015; 16h26).

A partir de Icaraí (8/8/201; 15h33).
A partir de Icaraí (8/8/2015; 15h33).

A partir de Icaraí (26/11/2015).
A partir de Icaraí (26/11/2015; 18h56).

A partir de Icaraí (7/10/2015; 18h05).
A partir de Icaraí (7/10/2015; 18h05).

A partir de Icaraí, 12/11/2015; 18h30).
A partir de Icaraí, (12/11/2015; 18h30).

A partir de Icaraí (26/11/2015; 19h26).
A partir de Icaraí (26/11/2015; 19h26).

A partir do Parque da Cidade (4/7/2015; 9h44).
A partir do Parque da Cidade (4/7/2015; 9h44).

 

A POSE DA PEDRA

Aí vão algumas das muitas fotos que tenho feito da Pedra de Itapuca, localizada entre Ingá e Icaraí, em Niterói. Esta pedra é o resto de uma antiga pedreira, sob a qual passava o túnel para o trilho do bonde. Com o alargamento da avenida praiana, a pedreira foi desmontada, mas deixaram a Pedra de Itapuca dentro do mar. Ela hoje é um dos cartões postais de Niterói e já foi retratada incontáveis vezes, tanto pela lente de câmaras fotográficas, quanto pelos pincéis de pintores daqui e de fora. Na sua base, periodicamente, veem-se catadores de mexilhões à procura do molusco e, nas ondas mais fortes que quebram sobre ela, bandos de surfistas, que se arriscam a um choque com a pedra. (Fotos tomadas em 22/9/2015, entre 16h47 e 16h57).

 

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SINAIS DE MAIO

São cantadas as tardes de maio, assim como as manhãs de setembro. Em ambas, há uma luz especial, que propicia fotos mais claras. As manhãs de maio são um tanto nevoentas. Por isso estou trazendo aqui para os amigos leitores algumas fotos que fiz na Praia de Icaraí, há alguns dias.

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