O LANCE DO LANCE

Imagem em blumenaunews.com.br.

Quando o ciclista norte-americano Lance Armstrong voltou de um sério tratamento de câncer, há poucos anos, e venceu a prova Tour de France do ano seguinte à sua recuperação, comentei, com um amigo ianque, que desconfiava muito do desempenho dele.

Para mim, incrédulo de muitas coisas – inclusive de homeopatia –, parecia impossível que um atleta vindo de um debilitante tratamento para vencer um câncer, dentre centenas dos melhores do mundo, pudesse superar todos eles, sem auxílio de droga.

Meu amigo, fã de seu compatriota, garantiu que o lance do Lance não era esse. Ele era de fato o cara, na sua opinião.

Nunca engoli muito bem aquilo. Fiquei com uma pulga atrás de cada orelha.

Aliás, desconfio muito de todos os atletas que nos surpreendem com quebra de marcas, com repetição de resultados de ponta, como se fossem super-homens.

Ao longo da história do esporte, temos visto que vários deles são pegos, mesmo posteriormente, em exames antidopagem.

Agora vem o Lance revelar que sempre usou drogas proibidas. Isto é, vem confessar que se dopava para ganhar os prêmios, embolsar os valores e, posteriormente, achincalhar o esporte, envergonhar seus conterrâneos, como uma fraude gigantesca.

Então o lance do Lance era esse?

Que pena! Cada vez mais, desconfio desses atletas que estão, a cada dia, provando que são pessoas nada além de humanas.

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PS: Quero avisar aos amigos leitores que não fui ao jantar que militantes do PT fizeram para angariar fundos para os condenados do Mensalão pagarem suas multas. Fiquei com receio de ter indigestão.