PÔR DO SOL

 

Não ponho no pôr do sol
Os olhos que não tenho
Tento apenas ver aquilo que entrevejo
– como se fosse impossível vê-lo –
No largo panorama em que o sol dardeja
Os raios luminosos de longe amortecidos
Por serras nuvens árvores
De um céu capcioso – ou nem tão isso –
Que possam enternecer o modo impreciso
Com que costumo ver
Com certa incerteza
O grande espetáculo da (in)visível natureza.

 

Pôr do sol na Praia do Gragoatá, Niterói-RJ (foto do autor).

Pôr do sol na Praia do Gragoatá, Niterói-RJ (foto do autor).

UM PÔR DO SOL NO MEIO DO CAMINHO

Resolvi ir até São Francisco, na tarde desta última segunda-feira, Dia das Crianças e da Padroeira do Brasil, além do Descobrimento da América de que ninguém mais fala (Colombo se contorce no túmulo!), para pegar os últimos raios de sol.

Os dias têm andado um tanto enevoados, ou com poluição provocada pela tal inversão térmica, o que mantém o horizonte quase fechado. Como havia voltado da viagem a Macaé, resolvi fazer o sacrifício de ir até aquele bairro. A volta, no entanto, um pouco depois de o sol se pôr, foi um tormento. O trânsito estava congestionado demais.

Contudo, assim que cheguei, deixei o carro no limite entre os bairros de São Francisco e Charitas e saí à caça do fim de tarde. Pude fazer alguns registros que me pareceram interessantes. Trago alguns deles aqui para os amigos leitores.

Espero que gostem.

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