A DECISÃO DA TAÇA RIO

O Fluminense quis ontem dar uma resposta ao Botafogo do sábado. Fez 4×1 contra o Volta Redonda, como a dizer que está preparado para o confronto do próximo domingo, no mesmo estádio Raulino de Oliveira, na Cidade do Aço.

No sábado à noite, aplicamos um sapeca iaiá no Resende por 5×0. O Botafogo jogou de forma tão superior, que nem mesmo a Academia Militar, que fica lá no município do adversário, conseguiria parar nosso time.

E os cinco gols foram marcados por todos os setores do time: defesa (Dória), meio-campo (Lodeiro, Felyppe Gabriel e Seedorf) e ataque (Raphael Marques). Aliás, RM pegou o mau costume de fazer um gol a cada quinze dias.

No jogo de ontem, o Pó de Arroz começou um tanto vacilante, de modo que permitiu o empate do Volta Redonda quase imediatamente após marcar seu primeiro gol. Depois o time engrenou e o Voltaço enferrujou e não jogou mais nada rigorosamente. E tanto que eu torci por ele! Mas foi o mesmo que puxar bode para dentro d’água, como dizemos lá em Carabuçu.

Se fizermos um retrospecto dos últimos jogos, o Botafogo é o franco favorito para a decisão da Taça Rio no domingo, embora em futebol isto não funcione muito bem, ainda mais quando, do outro lado, está um time do mesmo nível.

Até algumas rodadas atrás, considerava-se que o Flu tinha o melhor time do Rio. No entanto, Osvaldo de Oliveira, com auxílio do grande Seedorf em campo, parece que encontrou um jeito de o time jogar produtivamente, com poucos erros de passe, boa postura em campo e, principalmente, disposição para o ataque. Para isso também tem contribuído as soberbas apresentações do uruguaio Lodeiro e a segurança de Jéferson embaixo da meta.

No próximo domingo, a vantagem do empate que nos favorece não pode nos servir de arma apontada contra nossa própria cabeça, como ocorreu, no primeiro turno, com Flamengo e Vasco, que despachamos soberanamente, com coragem e disposição.

Agora esse facilitador da vida do Fogão não pode se transformar num instrumento de tortura. Temos de manter a pegada, a concentração no jogo e a disposição de luta.

À vitória, Botafogo!

Imagem em esporterio.blogspot.com.

SALVE JORGE! O VASCO PODE SER VICE DUAS VEZES EM UM ÚNICO CAMPEONATO.

Depois do jogo de ontem, pela semifinal da Taça Rio, do Campeonato Carioca, o Vasco tem duas ótimas oportunidades de ser vice de novo: ou vice do segundo turno, ou vice do campeonato.

No próximo domingo, jogará com o Botafogo a decisão da Taça. Se passar, disputará com o Fluminense a decisão do campeonato.

Como botafoguense lúcido, tenho de reconhecer que a equipe vascaína está mais azeitada que a nossa, com bons jogadores em posições sensíveis do esquema tático. Por outro lado, o time tem mostrado mais disposição nas partidas. Não sinto nos jogos do Vasco a apatia que, por vezes, toma conta do nosso elenco.

Já o Botafogo alterna jogos medíocres com algum desempenho mais convincente, como na partida contra o Bangu, em que fizemos praticamente todos os gols – os nossos e os deles – e jogamos com maior pegada. Isto, no entanto, não é o normal, o corriqueiro.

Só me lembro de outro jogo recente em que tivemos desempenho parecido: foi contra o Guarani, lá em Campinas, opinião também compartilhada por Zatonio Lahud (Interrogações), meu equilibrado amigo botafoguense.

Até mesmo o Fluminense me parece ter um grupo mais ajustado que nós e já venceu o Bacalhau na decisão do primeiro turno.

Vejam, então, que o time de São Januário tem uma oportunidade única: ou será vice agora e se despedirá do Cariocão; ou nos atropelará, para a sua segunda oportunidade contra o Tricolor.

Já imaginaram o Vasco sendo vice duas vezes num campeonato só? Vai ser chato pra caramba! Pelo menos para eles. Na qualidade de torcedores contra, todos os demais – cachorrada, pó-de-arroz e urubus – vão tirar um sarro imenso sobre os cruzmaltinos.

Contudo situação pior que a do Bacalhau é a do Urubu da Gávea, que, como sempre, fez um estardalhaço no início da temporada, trouxe o Wagner Love e chega lamentavelmente ao fim sem ganhar absolutamente nada. Nem o direito de disputar uma final de turno.

Meu amigo e causídico Carlos Eduardo Marins, flamenguista equilibrado como só, postou em sua página no Facebook ontem, após o jogo, que já tinha feito mais de 375 ligações para o celular da Patrícia Amorim. Precisava falar algumas verdades com ela antes de ir dormir. Eu mesmo não aguentei e peguei no sono. Não sei se ele conseguiu.

Confesso que estou muito triste com isso. Ando até dormindo mal com o insucesso rubro-negro tanto na Libertadores, quanto no Cariocão. Tenho acordado quase de uma em uma hora na madrugada, para dar sonoras gargalhadas. Com toda a vênia, doutor!

Mas hoje é dia de São Jorge e, daqui a pouco, vou a uma festança em homenagem ao santo, prestada pelo amigo Beto, tricolor também muito equilibrado (Aliás, só tenho amigos torcedores muito equilibrados!) e devoto do santo guerreiro.

Salve, Jorge!

(E, para não me acusarem de preconceito contra qualquer adversário, ilustro esta postagem com uma foto do Vasco da Gama. Bem… é de uma de suas musas. Que eu não sou trouxa! Dá-lhe, Vasco! Imagem colhida em flogao.com.br.)