BANHO

Passeando pela serra de Teresópolis, na estrada Terê-Fri, neste fim de semana, flagrei este sabiá da praia* em seu banho de sábado. Chegou seco, orgulhoso, e saiu molhado e um tanto jururu. Mas saiu limpinho, certamente.

Só gostaria de saber o que faz um sabiá da praia nas montanhas fluminenses. Talvez não tenha aguentado o calor senegalesco do nosso outono tropical.

 

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*Informação de um amigo e conferência no Google.

DO DIREITO AO PITACO IV

1. Não bastasse a música chinfrim da banda Rebelde, seu show ainda acabou em confusão em Bauru, na noite de sábado. Além de corromper o gosto musical dos adolescentes, participar do evento ainda coloca em risco a segurança da galera. Assim ninguém aguenta. É mais uma preocupação para os pais da garotada.

2. Choveu forte novamente na Serra Fluminense, principalmente em Teresópolis, onde houve cinco mortes por soterramento. O que aconteceu até agora com os canalhas que desviaram verbas e doações da população, para socorro às vítimas da catástrofe de 2011? Onde estarão esses criminosos agora, enquanto parentes e amigos levam seus entes queridos para o cemitério?

3. O nível de violência em Niterói chegou às raias do absurdo. A antiga cidade tranquila (Até certo ponto, é bom que se diga!) está agora transformada num campo de batalha, em que o cidadão é a vítima e o bandido é o algoz. Mata-se sem cerimônia. E a população está acuada, com medo de sair às ruas, embora não possa deixar de fazê-lo. Até quando as autoridades assistirão ao massacre do morador da cidade, sem tomar uma atitude eficaz?

4. A decisão do STJ que não reconheceu o crime de estupro em três meninas para um acusado, sob a alegação de que elas já praticariam sexo há algum tempo, deixou estarrecida a opinião pública nacional e internacional. Não entendo as leis do país. Li a notícia com as alegações que orientaram a decisão daquele tribunal. Porém a decisão, ainda que juridicamente correta – a tal observância à letra da lei e à prova dos autos –, causa um mal-estar terrível.

5. A Gabriela, personagem de Jorge Amado, a ser recriada na novela por Juliana Paes, é competente em culinária – acarajés, abarás, pamonhas e tapiocas –, conforme conta a Folha online. É algo inverossímil. Há cerca vinte anos ou mais, tivemos uma assessora para assuntos domésticos oriunda de Pernambuco. Quando soube disso, fiquei todo esperançoso em adicionar à minha dieta alguns pratos nordestinos. Então lhe perguntei se sabia fazer galinha de cabidela. E ela: não! Então, buchada de bode? E ela: não! Sarapatel? E ela: também não! Descobri, depois, que ela era tão pobre lá – como a Gabriela –, que quase não tinha o que comer, quanto mais saber como fazer algum prato. Como Gabriela é ficção, pode ser cozinheira de mão cheia e, além disso, bonita e gostosa como Juliana Paes.

Juliana Paes "enfeada", para o início da novela Gabriela (em folha.com.br).

6. A Prefeitura de Niterói resolveu contra-atacar através dos meios de comunicação, com propaganda, a onda de rejeição que o prefeito Jorge Roberto Silveira angariou neste seu mandato. Seu prestígio desceu com o Morro do Bumba, na tragédia de abril de 2010, e jamais foi recuperado, ainda que obras no local tenham sido realizadas. A lentidão em atender as demandas da cidade é o que se vê, quando se anda por aí. Na propaganda, está tudo muito bonito. O problema é que isto não é percebido.

7. O Botafogo jogou, ganhou, mas não deu tranquilidade à torcida. A defesa estava doidinha para entregar o ouro: fez um pênalti (na verdade, não existiu!), andou entregando o jogo (o gol do Friburguense foi demérito nosso) e estava mais confusa que enredo de escola de samba. Assim que Herrera entrou no lugar de Loco Abreu, aos 18min do segundo tempo, meu amigo Zatonio Lahud, botafoguense lúcido e equilibrado, me ligou para reclamar (é sempre assim) e o argentino fez dois gols. Já estamos combinados (um pouco de superstição na faz mal a botafoguense nenhum): ele sempre me ligará, tão logo o Herrera entre. É tiro e queda: o gringo faz, no mínimo, um!