DEZ MANDAMENTOS DO CORRUPTO

Aproveitando que ainda não fomos destruídos por um cataclismo celestial, previsto para depois de amanhã, trago para o amigo leitor os Dez Mandamentos do Corrupto, uma vez que a corrupção não será destruída tão cedo de nossa pátria mãe gentil.

Deus há de me perdoar pela insolente apropriação de seus mandamentos solenes.

Aí vão eles.

  1. Amar a grana sobre todas as coisas.
  2. Não tornar seu santo valor vão.
  3. Guardar em domínios secretos.
  4. Honrar mais a que estiver nas mãos.
  5. Não marcar bobeira.
  6. Não deixar para a caridade.
  7. Não furtar só se não puder.
  8. Não aceitar qualquer testemunho contra.
  9. Não dispensar a mulher do próximo.
  10. Não cobiçar as coisas alheias de pouco valor.

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NIBIRU É O BICHO!

(Para minha irmã Cristina.)

O planeta Terra, de tão inglória história geológica e humana, será destruído mais uma vez – e agora por duas vezes – no corrente ano da graça e do humor de 2017.

No próximo dia 16, quinta-feira próxima, conforme profetizou um cientista russo – ou seria ucraniano? –, segundo noticiado por um sério pasquim britânico, será a nossa derradeira data de existência como corpo celeste íntegro. Passaremos, após a colisão prevista de um asteroide mixuruca, que atende pelo nome de 2016WF9, à condição de poeira cósmica. Ou não!

Estou muito preocupado com isso. Tenho algumas contas a vencerem em datas posteriores e serei obrigado a dar calote em meus credores. Não poderei fazer nada, já que serei o pó do pó do pó do pó do pó do traque do universo. Como não haverá mais SERASA, meu nome não irá para a lista dos inadimplentes. E isto já me faz ser desintegrado sem maiores preocupações.

E minha irmã Cristina, amiga do Toninho do Tupi, e versada em certas magias ocultistas, também me informou que, no final deste ano, outro cometa, este de proporções gigantescas, dará uma carambolada no nosso planetinha – se é que ele ainda esteja em sua rota solar -, não deixando átomo sobre átomo, íon sobre íon. É o tal do Niburu, de nome esquisito e de muitos maus bofes astronômicos.

Segundo consta, este corpo celeste, que assusta a raça humana desde os sumérios, assírios e acadianos, seria do tamanho da Terra e já teria causado estragos por onde passou. Ele vem lá do cu do universo, queimado gás, atropelando astros e, por sua índole nefasta, vai colidir com este simpático planeta azul que habitamos, ainda este ano, ou o mais tardar no princípio do século XXI. Quer dizer, exatamente agora. Tais informações foram prestadas por dona Nancy Lieder, uma sensitiva ianque, que imagino seja eleitora do Trump, a qual, sem nada a fazer, fica mantendo contato intergaláctico com os nibiruenses. E não adianta nada anotar a placa do bicho, porque ele vem queimando a reta, chamuscando o caminho, devastando as vias lácteas e os cinturões de asteroides. É coisa inapelável e jamais vista por aqui!

Deste modo, se o tal 2016WF9 passar pelo pedágio estelar sem causar danos, o Nibiru fará seu serviço sujo. Ou seremos destruídos duas vezes no mesmo exercício fiscal, tirante, é claro, o projeto do governo de arrochar ainda mais o cidadão brasileiro.

Só por isso, já fico morrendo de rir, antecipadamente, porque essa reforma da previdência proposta pelo governo federal vai dar em nada: estaremos todos pulverizados antes de completar o prazo para a aposentadoria.

Assim, consideradas essas duas destruições a que estaremos sujeitos num prazo de menos de doze meses, esta é a última crônica que posto aqui no blog.

Se, acaso, quem sabe, quiçá, aparecer outro texto posterior a este nesta página, considere que fica valendo a destruição do Nibiru para o fim do ano.

Adeus, amigo leitor! Tenha um feliz cataclismo celeste!

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O tal 2016WF9 em seu passeio celeste (em uol.com.br)

ACERCA DA PRISÃO DE EIKE BATISTA

Finalmente o senhor Eike Batista foi preso preventivamente, por conta de inúmeras suspeitas com seus negócios.

Na verdade, ele já deveria ter sido trancafiado no xadrez desde quando conquistou, sabe-se lá com que argumento$, a Luma de Oliveira no auge de sua exuberância. Ali ele já se tornou réu!

Mas, enfim, após mais uma fase da operação Lava-Jato (Só não apoio integralmente esta operação pela falta da preposição a.), que apura a corrupção no Estado do Rio de Janeiro, Eike foi convidado a se recolher a um dos lugares a que não pretendia ir nessa sua vida de luxo e fraude: uma aprazível cela de um presídio elegante no ameno bairro de Bangu.

É claro que, quando ele se escafedeu para os Estados Unidos dois dias antes da deflagração da operação, ficou evidente que alguém o havia alertado de que a jiripoca ia piar, a cobra ia fumar, a coisa ia catingar chamusco. Contudo, talvez aconselhado por seu advogado, resolveu reconsiderar a fuga, que transformou em viagem de negócios, e voltou à terra.

Ainda no aeroporto de Nova Iorque declarou apoio ao trabalho que se tem feito para passar o país a limpo e disse, candidamente, que voltava como um bom cidadão, a fim de prestar conta de seus feitos e malfeitos. Não chegou a dizer, ao ser perguntado, se tinha agido de forma ilegal. Entretanto, pelo olhar desviado para o lado, no instante da pergunta, confessou tacitamente. E, por sua “conduta cidadã”, espera-se que vá soltar a língua, dar com a língua nos dentes, botar a boca no trombone, trombetear aos quatro ventos tudo aquilo que sabe, a fim de não pegar uma cana mais dura.

E deve ter muita coisa a dizer.

Há alguns anos, o governo federal, via BNDES, resolveu transformar o senhor Eike Batista no maior milionário do planeta, certamente com a intenção de mostrar ao mundo a pujança da economia nacional. E soltou a grana que pertence aos trabalhadores, a juros subsidiados, para erguer o edifício mítico de Eike Batista, que como um Midas ao revés começou a transformar em lama todo o empreendimento grandioso em que se meteu.

Fazer isso com o dinheiro alheio é o que mais tem acontecido no Brasil.

Hoje o senhor Eike Batista, réu desde a conquista da Luma de Oliveira, foi conduzido ao xilindró, e a primeira providência da polícia foi remover aquela perucazinha ridícula que ele portava sobre sua cabeçorra desavergonhada.

Tenho a impressão de que também ela foi adquirida com recursos do BNDES, que deve ser ressarcido dos prejuízos que sofreu com os negóciox das empresax do senhor Eike Batista.

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Imagem em craqueneto10.com.br

FUGINDO DA MORTE

 

Nascemos já com o compromisso de resistir, de tentar ficar longe da morte, a inominada, a Dama Branca de Manuel Bandeira, que o espreitou, tuberculoso que era, desde jovem até o seu passamento, já com oitenta e dois anos. Eu não fujo à regra. Adentrei os setenta com o vigor da idade, a despeito da avaliação de menoscabo do esculápio que me submeteu a uma prova de esforço nos primeiros dias do ano, numa esteira ergométrica miserenta, e revelou que meu preparo físico é fraco. Não precisava disso. Eu já sabia. Abuso na preguiça, por conta de não haver cardíacos na família. Morremos de câncer, normalmente, ou de diabetes. O que vier primeiro. Sem preferências. Por isso me cuido. Ao meu modo, evidentemente. Tudo porque, como disse alhures, não almejo a paz dos cemitérios tão cedo.

Vou aqui, então, relatar aos amigos as providências, condutas e jeitinhos para adiar o mais que puder a morte, através da explicação de seus diversos torneios vocabulares, a fim de que possa orientá-los em suas vidas. Minha família tem o péssimo hábito de ser longeva.

Vamos a eles.

ABOTOAR O PALETÓ: Não tenho mais paletós. Minto. Até tenho, para cerimônias formais, mas não lhes dou confiança. Aliás vou doá-los, assim que termine este texto. Se não conseguir me desvencilhar deles tão logo, vou arrancar-lhes os botões, a fim de não correr risco de abotoá-los inadvertidamente.

ESPICHAR AS CANELAS: Sou renitente! Não espicho! Tenho o cuidado de sempre manter meus joelhos dobrados, até mesmo quando durmo, no intuito de prevenir qualquer incidente grave.

COMER CAPIM PELA RAIZ: Raiz? Não tenho comido nada. Nem aipim, beterraba, batata, inhame, cenoura. Minha glicose anda saliente, e estou me abstendo de consumir coisas subterrâneas. Todas, invariavelmente, viram açúcar.

VESTIR O PALETÓ DE MADEIRA: Se estou abrindo mão dos paletós de tecido, muito mais confortáveis, por que iria usar paletó de madeira? Seria, inclusive, pouco ecológico. E, também, porque o caimento não fica bem. A madeira não se conforma à minha anatomia um tanto irregular, na parte situada nas imediações do ventre. Se é que me entendem.

PASSAR DESTA PARA MELHOR: Não comprei nenhuma passagem para melhor. Portanto não vou passar para lugar nenhum. Se houver vale transporte para isso, pode ser que eu estude a possibilidade, num remoto futuro. Caso contrário, fico por aqui mesmo: nesta!

VIRAR PRESUNTO: Não fui criado com bolotas, nem nasci em áreas demarcadas propícias, o famoso terroir. A não ser que Carabuçu seja considerado um terroir caboclo! Assim minha carne e minha gordura não se prestam a virar um bom presunto de Chaves, Barroso, Barrancos, Vinhais, Pata Negra, de Parma, dentre outros menos conhecidos. Nem mesmo acredito que sirvam para mortandela.

TER AS HORAS CONTADAS: Não uso relógio desde a juventude. Assim que terminei o curso primário, no saudoso Grupo Escolar Marcílio Dias, em Carabuçu, ganhei um relógio de presente do prefeito do município. Foi o único. Nem sei onde anda mais. Por isso, não conto as horas. Deixo para os mais preocupados com o tempo.

IR PARA A CIDADE DOS PÉS JUNTOS: Como no caso de partir desta para melhor, não comprei passagem. E, ademais, não encontrei tal cidade no planisfério. Nem mesmo o GPS, o Viber ou o Google Maps conseguiram localizá-la. Estou abortando a viagem sempre.

ENTRAR NO SONO ETERNO: Não consigo dormir muito, embora goste bastante. Um pouquinho só, umas oito horas, me basta a cada dia. Esse negócio de sono eterno não faz minha cabeça. Prefiro acordar sempre no dia seguinte e beber um generoso e fumegante gole de café amargo. Assim também vale para o tal descanso eterno. Como diz o vulgo, prefiro viver cansado, embora aposentado em tempo integral.

ESTAR COM O PÉ NA COVA: Não sou couve, alface ou rúcula, para enfiar o pé em cova nenhuma. Talvez um pouco hidropônico. Sou desenraizado. Plano acima da linha do chão por dois centímetros de sola de sapato ou de sandálias de dedo, que me hão de evitar enfiar o pé na cova. Estou fora!

BATER AS BOTAS: Desde os dezoito anos, época em que servi o glorioso exército nacional, não uso botas. Nem nunca comprei. Já há bom tempo só tenho mocassins, que não servem para bater em nada, nem em ninguém. E, quando entro na areia da praia para fotografar, lá mesmo bato os mocassins na beira do calçadão, para me livrar dos grãozinhos que penetram sem convite.

DAR COM OS COSTADOS NA CERCA: Acerca, sem trocadilho, desta expressão, já me expressei aqui em outra postagem (Clique aqui para ver.). Nem chego perto de cerca, a fim de evitar, se falsear a passada, que eu possa esbarrar em qualquer tipo de cerca, de madeira, bambu, cerca-pinto, arame farpado, ou mesmo e sobretudo elétrica. Minhas costas estão incólumes até hoje.

DAR O ÚLTIMO SUSPIRO: Esta expressão é dúbia. Suspiro é também o nome de um doce muito apreciado, feito de clara de ovo, açúcar e tenras farpelas de casca de limão, que se desmancha na boca milagrosamente, mas que também eleva a taxa de glicose aos píncaros. Quem compra um pacote de suspiros dá qualquer um deles, menos o último, que é justamente o que encerra, enfeixa, potencializa seu derradeiro paladar. Ninguém dá o último suspiro. Eu, por questões já ditas acima, nem compro o pacote. Ainda mais dar o último suspiro! Quanto ao suspiro propriamente dito, esse que movimenta o ar que entra e sai dos pulmões, quero informar que vai bem obrigado. Meu fole anatômico tem funcionado muito bem. Os pulmões continuam livres e desimpedidos. Espero, assim, dar o último suspiro só depois de morto.

Por hoje é isso! Até a próxima encarnação!

 

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Ilustração de Albrecht Dürer (1471-1528),

ANO 2017 d.C

Olhei a passagem de ano da varanda da vizinha. Prestei bastante atenção aos sinais metafísicos e astrológicos que pudessem distinguir um ano de cão, como 2016, de um ano de esperanças, como se espera de 2017 (E ele que não se faça de bobo!), e posso lhe garantir, esperançoso leitor, que não observei bulhufas de especial ou de alvissareiro. A não ser, é claro, o tique-taque eletrônico do relógio do telefone celular que pulou de 23h59 para 00h00, quando, então, começou o foguetório na enseada de Icaraí.

A multidão que se aglomerava nas areias da praia aproveitou para também soltar seus rojões, misturados a gritos de euforia, abraços, beijos e goles generalizados em todo tipo de bebida alcoólica ou não. E talvez também não tenha havido nenhuma diferença na cabeça daquele ror de gente que aguardava por bons sinais.

Os fogos começaram, de imediato, a ribombar e a encher o céu negro de cores e formas pirotécnicas e assim permaneceu por longos dezesseis-dezessete minutos, se não me falha a cronometragem. Todos os convidados da minha vizinha, inclusive eu, Jane e um casal de amigos, julgamos que os fogos deste ano foram mais bonitos que os do ano passado. Porém isso também não indica que o ano será melhor.

No início do ano velho, apareceu um funk miserável, cujo cantor, sem o mínimo physique du rôle para o troço, afiançava que tudo “tá tranquilo, tá favorável”. E 2016 deu no que deu: um ano para ninguém estimar: nem coxinhas, nem mortadelas, nem ovinhos de codorna. Foi ruim para a maioria esmagadora da população, tirante minha prima, que deu um depoimento extremamente favorável a 2016. Contudo devo dizer que até mesmo para o pior canalha do país, há alguém a dar um depoimento favorável, a livrá-lo de qualquer acusação. Portanto o julgamento da minha querida e bela prima não tira nenhum demérito de 2016. Aninho para se esquecer!

Por isso é preciso que 2017 se desvencilhe desse miserento, o que, com toda a sinceridade não estou percebendo por esses primeiros cinco dias. Basta dizer que até o momento, tirante as contas a vencer, já tive de pagar três, que vieram com o carimbo 2016. Também, pelo que se tem do panorama político-econômico, está difícil acreditar em alguma mudança, apenas porque o tempo que contamos na folhinha mudou de data.

Entretanto, como afirma uma crença generalizada, o brasileiro não perde a esperança. Perde até o emprego, a casa própria, o crédito, o bonde e o trem, e até a vida, mas a esperança, esta, ele não perde nem com reza braba.

Portanto aguardemos que 2017 não seja tão feio quanto se pinta.

Dá-lhe 2017! Esteja em casa! Seja bem-vindo!

Também não há outra alternativa!

Expectadores do Réveillon em Icaraí (foto do autor).

Expectadores do Réveillon em Icaraí (foto do autor).

2017: PREVISÕES PREVISÍVEIS

 

Sem muito o que fazer neste fim de ano, já que meu netinho está de férias com os pais, pude me debruçar, ou melhor, me deitar sobre as previsões para o ano que se avizinha.

Em primeiro lugar, é preciso dizer que, se ele se avizinha, é porque não será bom. É difícil você encontrar um bom vizinho. É sempre aquele chato, quando muito comunicativo, que lhe vem pedir um ovo emprestado, ou aquele antipático, quando casmurro e egoísta, que nem responde ao seu bom dia protocolar. Chico Anísio mesmo dizia da dificuldade de se praticar a recomendação cristã do “amai-vos uns aos outros”, quando o outro era justamente o tal vizinho nojento. Mas, enfim, 2017 é nosso vizinho de porta e, pela fresta, já se podem perceber seus sinais, como prenuncia Alceu Valença em sua canção famosa.

Para início de conversa, 2017, pelo calendário brasiliano, será o Ano do Vampiro Sedento.

Assim, bem instalado, bem ventilado – que o calor está pela hora da morte! – e bem orientado pelos arcanos, decanos e tucanos, passemos a enumerar as treze (Xiiiii!) previsões para o Ano Novo.

  1. Na Índia, ocorrerá mais um acidente com trem de ferro, que descarrilará, se projetará fora dos trilhos, causando a morte da vegetação nativa à margem da estrada. Vários indianos também sofrerão as consequências de sua imprudência em viajar naquele meio de transporte para outra vida, outra dimensão.
  2. Mais um Tupolev de fabricação da antiga União Soviética, em uso desde o século passado, cairá no Mar Morto, que já está morto e não sofrerá consequências, no Mar Negro, que já está de luto e não sofrerá muito, ou no Mar Cáspio, e aí não sei o que acontecerá.
  3. As guerras continuarão. Não haverá paz onde há guerra. E onde há paz é bem provável que haja guerra. Se não houver, o Trump providenciará mais uma para beneficiar a incipiente indústria bélica ianque.
  4. Trump não trocará a cor da tintura dos seus cabelos. O laquê, sim. Passará a usar um com maior fixador.
  5. O terrorismo continuará aterrorizando, embora o Estado Islâmico possa ser rebaixado para a segunda divisão como Município Islâmico.
  6. No inverno tropical, fará calor; no verão tropical, esturricará. No inverno setentrional, fará um frio infernal. E, no verão, parecerá que o Diabo abriu a porta do inferno.
  7. A meteorologia não saberá como prever o imprevisível, já que a Natureza está com a macaca. Ventos ventarão, chuvas choverão, secas secarão, inundações inundarão, e assim por diante, de trás pra frente, de ponta-cabeça, como se diz aqui na região do Rio de Janeiro, e de cabeça pra baixo, como se diz na minha terrinha. Ou de pernas pra cima, não sei bem!
  8. No Brasil, continuará a correr solto o mar de lama, e as fezes voarão no ventilador. Vampiros sugarão nosso sangue e lobisomens lamberão nosso suor (Essa parte é meio nostradâmica!). Cadeias se quebrarão, mas novas correntes serão acorrentadas. O barulho dos grilhões poderá incomodar ouvidos mais sensíveis. Ou não! Trata-se de Brasil, e qualquer previsão é imprevisível.
  9. No futebol, só a Chapecoense tem garantida sua permanência na primeira divisão do campeonato nacional. Todos os outros estão ameaçados. Prevê-se até que certo dirigente do Vasco da Gama tenha a intenção de contratar os serviços de transporte aéreo da Lamia, a fim de prevenir qualquer rebaixamento futuro.
  10. Em Brasília, dezenove horas! Na seara política nacional, as delações premiadas premiarão os delatores e não punirão os delatados, já que todos jurarão inocência de pé junto, em molde de formação de quadrilha.
  11. Sarney, se morrer, será para você, ingrato leitor, que não tem coração.
  12. Da próxima licitação para abastecer o Palácio da Alvorada, constará um item dedicado à pílula azul. Digo isso sem temer.
  13. Por fim, na melhor das hipóteses, a pior hipótese é a que se efetivará. Para o povo, obvio! Pois para os poderosos, na pior das hipóteses, só a melhor vai ocorrer.

Quem sobreviver a 2017 poderá me cobrar depois. Em 2020.

Bom Ano Novo a quem puder!

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Ruínas da Usina do Queimado, Campos dos Goytacazes-RJ (foto do autor).