BRINCANDO DE PAÍS

No Detrito Federal, o Cordeirinho Vermelho está sendo tosquiado pela tesoura da PF.

A cada dia, a cada mexida na m*rda, a coisa fede mais.

No entanto, vou propor publicamente que a Polícia Federal não investigue mais nada acerca dos políticos e sua ligações mal cheirosas, suas atividades suspeitas, as granas que desviam, etc.

A PF fica gastando seu tempo, nosso dinheiro, para que, daí a pouco, o Judiciário desqualifique seu trabalho, com justificativas técnicas que não interessam à opinião pública.

Podemos até admitir que a opinião pública não seja dotada de equilíbrio, de discernimento. Mas – pombas! – é ainda uma entidade social importantíssima, ainda que difusa e indefinível.

Fica difícil, assim, para esta entidade entender que a Justiça não aceite provas cabais, contundentes, contra os mais diversos tipos de pilantras da vida pública nacional, com o argumento de que elas não foram obtidas com a sua autorização.

Fica estranho pensar que a Polícia Federal precise de autorização para cumprir seu papel constitucional: investigar crimes de sua competência. Se é polícia, é de sua natureza sair farejando desvios por aí afora. Quem não deve não temerá sua ação.

Porém tal argumento será usado, por exemplo, pela defesa do Senador caído em desgraça Demóstenes Torres. E o pior é que ele poderá beneficiar-se disso!

Então, por uma questão técnica, todas as provas de seu desvio de conduta, da submissão de seu mandato parlamentar aos interesses do grupo criminoso de Charlot Waterfall cairão por terra.

Mas isto é muito a cara do Brasil!

Aqui inventaram uma excrescência a que batizaram como “ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo”, que serve como um muro de proteção contra os que infringem a lei.

Parece que nossos legisladores legislam em causa própria, prevendo a remota hipótese de, por um baita azar, um dia caírem em desgraça.

Por isto, o motorista bêbado não precisa soprar o bafômetro. O investigado não é constrangido a responder por seus atos. Todos se permitem responder apenas em juízo. E houve recentemente um que, nem mesmo em juízo, respondeu ao questionamento.

Aonde pretendemos chegar com tantos benefícios aos que ultrapassam os limites legais? É por aí que se pretende transformar o Brasil num país de primeiro mundo, desenvolvido, com vergonha na cara?

Vai ser muito difícil! Pelo menos, enquanto as filigranas técnicas se sobrepuserem às evidências, à realidade dos fatos!

Por enquanto, parece que estamos brincando de ser um país. E, tristemente, de um jeito muito canhestro!

Mapa do Brasil – corrupção (em carzem.blogspot.com).

 

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